sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Charge Latuff sobre plano nacional direitos humanos

Texto e charge de Latuff sobre o PNDH 3...




Com todo esse burburinho sobre a revisão da Lei de Anistia prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos, um discurso tem sido frequente. Que se deva apurar os crimes cometidos de ambos os lados durante o regime militar, tanto dos militantes de esquerda quanto das forças de repressão.
O que a primeira vista pode parecer uma posição de aparente equilíbrio, traz na verdade um conceito reacionário, de que a resistência armada a um regime de exceção seja vista como crime (criminalização).

Não nos esqueçamos de que os militantes de esquerda que lutaram contra a ditadura militar no Brasil já tiveram punição suficiente. Foram presos, cassados, implacavelmente torturados, executados, desaparecidos. Já seus carrascos, sem nenhum arranhão, escaparam tranquilos da Justiça, indo se refugiar nos braços da Lei de Anistia, inclusive reverenciados pelos seus atuais colegas de farda nos clubes militares da vida.

Levar ao banco dos réus ex-militantes que pegaram em armas para enfrentar fascistas no Brasil seria tão absurdo quanto julgar os partisans pelos atentados cometidos contra militares alemães durante a ocupação da França na Segunda Guerra Mundial. É confundir, maliciosamente, vítimas com algozes…mais uma vez.

Por isso, meus caros internautas, eu lhes trago este checklist, para que possam imprimir em papel cartão, num tamanho que caiba no bolso ou dentro da carteira. Quando o assunto for revisão da Lei de Anistia e alguém lhe disser que “ambos os lados devam ser punidos”, mostre essa charge, só como um lembrete de mais essa verdade inconveniente.

Fonte: revista Virus Planetario

Tragédia haitiana sob outro ponto de vista

Olá, galera.
Um grupo de 7 brasileiros da Unicamp, desde dezembro na capital do Haiti - Porto Príncipe - mantém um blog com as informações recentes da situação do país.
Diferentemente do que a grande mídia vincula, os pesquisadores trazem versões diferentes da realidade. Vale a pena acompanhar.

http://lacitadelle.wordpress.com


Uma outra notícia que gerou polêmica foi a desrespeitosa e discriminatória declaração do cônsul geral do Haiti no Brasil. Ele disse: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido", disse o cônsul. "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...", completa Antoine.

Confira reportagem e o vídeo na integra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u679672.shtml

Fora, racista de merda!!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

De quem é a culpa? Da chuva ou da especulação imobiliária?

Retirado do blog do Caco - http://www.cacoffunesp.blogspot.com/


Uma excelente reportagem e uma sugestão de pauta
por *Marcelo Salles, do Fazendo Media

Na noite desta segunda-feira, dia 4, a TV Brasil mostrou que está a fim de produzir e veicular um outro tipo de Jornalismo. Em seu principal telejornal, o Repórter Brasil, a emissora exibiu extensa e corajosa reportagem sobre a tragédia ocorrida em Angra dos Reis, mas com uma grande diferença em relação às empresas comerciais: a especulação imobiliária aparece entre os atores causadores das cinquenta mortes.

A TV Brasil foi a campo e entrevistou um vereador da oposição, em Angra, e o deputado estadual Alessandro Molon. Eles criticaram, respectivamente, o desvio de verba da prefeitura municipal, que deveria ser usada na proteção ao meio-ambiente, e o afrouxamento, pelo governador Sérgio Cabral, da legislação que garante a segurança das construções em áreas de encosta. De quebra, o telejornal ainda explicou, didaticamente, como funcionam as autorizações para as intervenções em regiões consideradas de risco.

Enquanto isso, as corporações de mídia culpam a chuva – que não tem assessoria de imprensa e nem verba publicitária. Quem assistiu a esta reportagem do Repórter Brasil não apenas tomou conhecimento de aspectos fundamentais para a compreensão da tragédia em Angra dos Reis. Também entendeu por que é tão importante a existência de veículos de comunicação que não sejam pautados pela lógica comercial, da audiência a qualquer preço.


Novos desastres anunciados

Na última quinzena de 2009, o deputado estadual Marcelo Freixo protagonizou uma discussão importantíssima para o cidadão fluminense, mas que infelizmente ainda não teve grande repercussão nos meios de comunicação (quem sabe a TV Brasil não se interessa?). Trata-se da tentativa de aprovação da lei que amplia a área de proteção do Parque Estadual da Serra da Tiririca – que abrange os municípios de Niterói e Maricá -, cuja votação estava marcada para agosto. A demora, segundo denúncia gravíssima de Marcelo Freixo, ocorre devido a um acordo do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, com o presidente da Alerj, Jorge Picciani. A maior beneficiária desse acordo é a especulação imobiliária, que em Niterói está concentrada nas mãos de uma empresa privada chamada Patrimóvel.

Em razão de sua luta pela aprovação da lei (assinada também pelos deputados Rodrigo Neves e Luiz Paulo), Freixo foi xingado de “leviano” por Jorge Roberto num jornal local. Sua resposta, na mesma moeda, foi dada no dia 15 de dezembro, no plenário da Alerj, e publicada no Diário Oficial.

Quem vive em Niterói, como eu vivo há 30 anos, conhece bem os males da especulação imobiliária. Crescimento desordenado; muita gente sem casa, muita casa vazia; preços exorbitantes dos imóveis; um trânsito cada vez pior (já levei 50 minutos para percorrer 8km); problemas graves de distribuição de água e energia; poluição crescente das praias (incluindo uma das mais belas do mundo, a de Itacoatiara, ameaçada pelos diversos espigões que crescem ao seu redor); saneamento básico comprometido.

Se a sociedade não se mobilizar agora, Niterói pode viver uma tragédia de enormes proporções nos próximos anos. Além, é claro, de as tragédias cotidianas citadas no parágrafo anterior continuarem deteriorando, aos poucos e sem divulgação, a vida de milhares de pessoas. Muitas delas devido a esse profundo caso de amor entre o prefeito e a Patrimóvel.

*Marcelo Salles é um dos responsavéis pelo Fazendo Media e editor da Caros Amigos, no Rio de Janeiro.

visite: http://www.fazendomedia.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Restaurante e Moradia podem sair em 2010!

Pessoal, é o seguinte:
nas últimas semanas algumas entidades estudantis de nosso campus vêm se reunindo com o GAC(Grupo Administrativo do Campus) para tratar de alguns temas, em particular a questão da moradia e do R.U.
O Kpta, estudante do último ano de Psicologia, fez um resumo das últimas reuniões e eu postarei aqui para que todos possam tomar conhecimento.

Segue relato abaixo

Reunião dia 27-11-2009.


Pra início de conversa, vou relatar aqui uma reunião que aconteceu no dia 27/11/2009 com os diretores da Faac, Fc e Feb e alguns alunos e representantes do Dacel e Capsi.

Essa reunião foi convocada pelos estudantes, por meio deste documento, e teve com pauta a construção do R.U., Moradia e Carteirinhas do Banco Real.

A reunião foi conduzida pelo professor Deganuti que foi apresentando uma conversa na semana anterior em que os três diretores tiveram com o reitor, nessa reunião os GAC levou a proposta de obras de todo o campus, abaixo as listo e já com a resposta do reitor:

1 . Ampliação da Rede Elétrica. Para continuar a expansão física do campus é necessário uma ampliação da rede, que já está sobrecarregada. Disseram que o reitor com uma verba MEC/SESU irá fazer essa adequação já em Janeiro.

2. Asfalto. São 3 etapas que totalizam R$600.000,00, uma já foi feita, faltam duas. A reitoria e APLO (Planejamento e Obras) irão analisar.

3. Moradia. Já aprovada, mas tem trâmites específicos, são dois blocos, um de verba da reitoria e outro de verba MEC/SESU, portanto são dois editais e duas obras, a papelada do MEC em Brasília já foi resolvida e está pronta para ser licitada, a parte da reitoria ainda precisa ser analisada.

O GAC conversou com o prefeito Rodrigo para ceder um espaço para a moradia, atualmente o local destinado é em frente à ASSUNEB e Praça de Esportes, lá depois das rotatórias, mas o GAC pediu o espaço entre o campus e o SAMU para construção da moradia, o prefeito pareceu interessado, pois dessa forma seria preservado a área de cerrado que seria desmatada, e a moradia ficaria num local muito mais acessível, mas precisa passar pela aprovação da Câmara dos vereadores.

4. Restaurante Universitário. O planta baixa do restaurante estava aberta sobre a mesa, é um prédio grande, com uma área de refeitório de 430m2, com capacidade pra 408 pessoas sentadas, com a capacidade de 2 mil refeições por dia.

O funcionamento do restaurante (terceirizado, público ou outros, é de autonomia do campus e vai ser discutido quando a obra já estiver ocorrendo), mas a previsão da refeição é em torno de R$2,75.

A realidade da construção ainda não sabemos.

5. Guilhermão. Existe um projeto para reforma do Guilhermão, o projeto está OK e enviado à APLO.

6. Central de Salas de Aula. Como já denunciado pelo Capsi em novembro de 2009 (WWW.fc.unesp.br/capsi/chuva/) , a Central de Salas tem problemas com as calhas, e esse ano sofreu novamente com as chuvas tendo grandes infiltrações nas salas e anfiteatro, foi feito o pedido de uma verba emergencial para reforma de todo o conjunto.


Os diretores disseram que tudo isso fora apresentado para o reitor e ele daria uma resposta à tudo em reunião no dia 02 de dezembro de 2009.

Contaram outros detalhes da reunião, como por exemplo, que todos os pedidos de obras das 33 unidades da Unesp para os próximos 03 anos somam 330 milhões de reais, já o reitor disse que não há a possibilidade de cumprir tudo isso, liberando 120 milhões, em torno de 40 mi por ano.

De maneira resumida isso foi o que nos apresentaram no dia 27/11 e que as palavras finais seriam tomadas no dia 02 com o reitor e posteriormente referendadas no C.O. (Conselho Universitário – órgão máximo de decisões da Unesp) no dia 10/12.

Sobre as carteirinhas do Banco Real, o prof Deganutti disse que a congregação da FAAC as rejeitou e que as da FC e FEB não votaram por não existir uma proposta formal do banco, portanto nos preparemos porque, uma nova proposta ainda virá.


Reunião dia 07/12/2009


Presentes: Prof Deganutti, estudantes de psico, representantes do DACEL, CAPSI e CACOFF.

Essa reunião foi convocada pelo prof Deganutti para apresentar os resultados da reunião no dia 02 com o reitor.

Nos apresentou oficialmente o compromisso da Reitoria e APLO com obras para o GAC Bauru para os anos de 2010 a 2012, depois comentou informalmente as obras para cada unidade.

Nesse documento temos como compromissos para 2010:

Moradia Estudantil Bloco 1 – MECSESU (programa da verba)

Moradia Estudantil Bloco 2 – Permanência Estudantil

Restaurante Universitário – Permanência Estudantil

Readequação da rede elétrica – MECSESU

Quadra poliesportiva – Infraestrutura

Asfalto etapas 2 e 3. - Infraestrutura

Para 2011:

Construção da Central de Salas de Aula Bloco III – Novas edificações

Portanto as obras do RU e Moradia podem se tornar realidade já em 2010!

Mas, vamos por partes…

A moradia bloco 1 e readequação elétrica terão editais abertos pela reitoria e já podem ser realizados, os outros todos são compromissos para o GAC Bauru, portanto é de responsabilidade do campus administrar todo o processo licitário dessas obras. Tais compromissos serão recebidos pelo campus em 2010 e serão administrados pela seção de Compras do GAC.

O que isso significa, que uma batalha foi vencida, existe todo o chão pronto para as obras, agora a luta estudantil deve se pautar para a agilidade e transparência desses processos, não podemos deixar os papéis ficarem sobre as mesas precisamos lutar!

Sobre o que ainda não saiu, ainda não há resposta para o pedido de verba para reparo emergencial das calhas da Central de Salas I e II, o projeto da biblioteca também foi negado, o projeto enviado era de um prédio de 3 andares que custaria cerca de 8 milhões de reais, o reitor disse que não há a possibilidade disso e que deveria refazer o projeto e baixar o custo, agora está sendo analisada a possibilidade de 2 centrais de bibliotecas térreas.

domingo, 15 de novembro de 2009

Situação atual!!!

Pessoal, depois dos últimos acontecimentos na Unesp Bauru, elaboramos uma carta que enviamos ao GAC para pedirmos mais uma reunião sobre CARTEIRINHAS E R.U. E MORADIA. A carta enviada segue abaixo para conhecimento de todos.
A mesma deixa explicita tudo o que foi feito nas últimas três semanas. Alunos, tomem ciência dos acontecimentos e posicionem-se.!!!
Segue a carta:


Estudantes organizados em luta pela defesa da permanência estudantil solicitam
uma reunião aberta no dia 12 de novembro de 2009, às 09h00, na sede do DACEL com
os professores eleitos para a direção de suas unidades e conseqüentemente do campus
de Bauru: Professor Roberto Deganutti, diretor da FAAC e presidente do GAC,
Professor Jair Wagner de Souza Manfrinato, diretor da FEB e vice-presidente do GAC e
Professor Olavo Speranza de Arruda, diretor da FC. Na impossibilidade da prsença
destes, temos certeza que seus respectivos suplentes poderão representá-los de maneira satisfatória.

Convidamos também todos outros docentes, servidores e discentes para
participarem da reunião cuja pauta e justificativa apresentarem abaixo:
PAUTA:
1. Proposta de carteirinhas do Banco Real
2. Construção da Moradia Universitária
3. Construção do Restaurante Universitário

No dia 30 de outubro de 2009, representantes do Sintunesp, Adunesp, Dacel,
Dafae e Dadica (representados pelo Cacoff) foram convocados pelos diretores para uma
reunião na qual apresentaram uma proposta do Banco Real para confecção de
carteirinhas de identificação:

Inicialmente o professor Deganutti falou quais eram os campi da Unesp
que já tinham aderido ao sistema de carteirinhas. Todos os campi que aderiram,
pelo que eu entendi, foram feitos da mesma maneira, com o financiamento do
Banco Real. Fica evidente que essa é uma política da Reitoria e não de cada
unidade em particular.
A carteirinha a princípio não teria quase finalidade nenhuma, a não ser
identificar os que a tivessem enquanto aluno, funcionário ou professor. A
vantagem que essa carteirinha teria para os alunos, segundo os diretores do
campus, é que a mesma teria a data de validade, diferentemente do que acontece
com a da biblioteca que não é aceita em cinemas, teatros etc.
Questionados sobre que funções mais essa carteirinha poderia VIR A TER
futuramente, os diretores do campus disseram que ela pode ser usada para
controle de presença em sala de aula, controle de acesso ao campus etc. Os
diretores repetiram diversas vezes que sempre que algum tipo de função nova for
atribuida à carteirinha, que a comunidade acadêmica seria consultada e decidiria
se aprova a vinculação de determinada função ou não. Isso é o que eles dizem...
O gerente do Banco Real foi convidado a participar da reunião e fazer possíveis
esclarecimentos. Ele reiterou que a única contrapartida que o Banco pede para
realizar essa confecção das carteirinhas, é que não haja intermédio da faculdade.
Ou seja, a coisa funcionaria da seguinte maneira: você vai até a agência do
Banco Real da faculdade, fornece seu nome, RA e curso, eles batem a foto e a
carteirinha fica pronta na hora. Não é a faculdade que vai te entregar a
carteirinha, é o pessoal do Banco. O próprio gerente disse que na hora em que
isso for feito, que haverá uma equipe para oferecer os serviços do Banco pra
você, mas é claro, você não é obrigado a aceitar.
Blog Pedra no Sapato – DACEL.
http://chapapedranosapato.blogspot.com/2009/10/o-reitor-nos-traiu-mais-umavez.
html

No dia 05 de novembro, houve uma nova reunião desta vez os diretores das 3
unidades se reuniram alunos de diversos cursos e entidades (Dacel, Dafae, Cacoff,
Capsi, Arquitetura entre outros) na qual se rediscutiu o assunto das carteirinhas. Nessa reunião os alunos apresentaram a tese de que propostas semelhantes já foram negadas por congregações anteriormente, os professores alegaram que sim, mas há muito tempo em uma proposta do Banespa, mas a Congregação da FC negou uma proposta do Banco Real para confecção de carteirinhas em reunião realizada em 19 de junho de 2008.
O Senhor Presidente (...) encaminhou para votação a revogação da decisão
anterior para confecção das carteirinhas pelo Banco Real, obtendo 19 (dezenove)
votos favoráveis e 02 (duas) abstenções. Na seqüência, encaminhou para votação
a confecção das carteirinhas dos alunos dos Cursos de Graduação, Pós-
Graduação, bem como dos alunos ingressantes anualmente, com validade para o
total de anos de duração do curso do aluno, no modelo 1 (formulário em papel e
plastificação), com recursos da Unidade, sendo aprovado por unanimidade de
votos.

Linhas, 32-39, página 14 da Ata da 145ª Reunião Ordinária da Douta
Congregação da Faculdade de Ciências, realizada em 19/06/2008.

Pedimos, para os diretores que respeitem as decisões já tomadas, pois a
reapresentação de tais propostas em tão pouco tempo (16 meses) parece um desejo
muito grande de aprová-las rapidamente.
Nessa mesma reunião os diretores reafirmaram a autonomia das categorias em
decidirem se aceitam ou não o uso da carteirinha e a autonomia em decidirem qual serão seus usos, nesse momento (assim como vários outros) pedimos que os diretores
assinassem tal compromisso e os mesmos se negaram, disseram que não precisa disso,
mas reafirmamos aqui o pedido de assinatura do compromisso. Alunos vêm e vão,
assim como os presentes nos cargos de direção, portanto esses compromissos não
devem ficar restritos aos presentes em pequenas reuniões, mas devem ser expandidos
para toda a comunidade acadêmica, portanto:
· Exigimos a apresentação da proposta feita pelo Banco Real. Não votaremos em
apresentações orais de projetos como esses, preferimos pensar que o mesmo não
existe até termos em mãos a proposta oficial.
· No caso de existir alguma proibição legal para isso, ou um pedido expresso do
Banco em não expor a proposta, exigimos dos diretores que apresentem uma
proposta escrita onde constarão todos os detalhes da confecção e usos das
carteirinhas.
· Exigimos o compromisso firmado de que cada categoria terá a autonomia de
decidir se vai aderir ao uso da carteirinha.
· Exigimos o compromisso firmado de que na existência das carteirinhas, seus
usos serão decididos em conjunto com as categorias e que as mesmas terão
autonomia para barrar usos que considerem inadequados.
Retornando o para a reunião do dia 30 de outubro após a apresentação da proposta
de carteirinha, o professor Deganutti pediu para que os alunos continuassem
presentes, pois tinha que tratar sobre o Restaurante e Moradia Universitária.
Deganutti disse que a reitoria colocou o seguinte: Ou vai sair o R.U ou a
Moradia para o ano que vem. As duas obras não vão ser tocadas juntas.
Deganutti colocou que a moradia, apesar de já estar com a tão sonhada e
esperada licença ambiental nas mãos, vai ser mais complicada de "sair do papel".
Como a verba para a construção da moradia é mista, metade do MEC e metade
da reitoria da Unesp, que a construção da moradia também será feita por
metades. Vão dividir a obra ao meio. Metade do dinheiro(reitoria) vai construir
um bloco de apartamentos(32 vagas) e a outra metade do dinheiro(MEC) vai
construir o outro bloco(32 vagas). Mas não podem ser tocados ao mesmo tempo!
Por que exatamente? Não sei. Parece que são dois editais que tem de ser abertos.
Blog Pedra no Sapato – DACEL.
http://chapapedranosapato.blogspot.com/2009/10/o-reitor-nos-traiu-mais-umavez.
html

No dia 22 de abril de 2009, alunos do campus de Bauru, estiveram na reitoria em
reunião com o reitor, vice-reitor, assessor jurídico da reitoria, além das presenças do Professor Henrique Monteiro (então diretor da FC e presidente do GAC) e do servidor José Munhoz, diretor técnico administrativo do GAC. Nessa reunião o reitor se comprometeu (inclusive com compromisso firmado), de que incluiria o R.U. como
primeiro ponto de construção da reitoria em 2010, desde que o campus de Bauru
entregasse um projeto à tempo de ser colocado no orçamento da Unesp. Entendemos
que colocar no orçamento é uma prerrogativa dele, mas que isso deva ser aprovado pelo
Conselho Universitário, mas em 05 de agosto em visita ao campus de Bauru, o reitor
declarou na Congregação da FAAC, que a obra vai sair. Pressupomos, então, que a obra
já foi aceita pelo C.O. e está apenas esperando meados de 2010 para ser iniciada.
Já em relação ao Restaurante Universitário (RU), o reitor afirmou que a
construção do RU no câmpus de Bauru é um compromisso dele com os alunos.
“É uma obra grande que deverá durar 12 meses e, provavelmente, os estudantes
e servidores poderão utilizar o RU em meados de 2011”, observou Herman.
Reitor anuncia RU e novos departamentos. Disponível em:
http://www.faac.unesp.br/noticias/79

Nessa mesma reunião em São Paulo no dia 22 de abril, o reitor disse que nem
iria discutir sobre a Moradia Estudantil, pois já estava tudo certo, licitado e pronto, só faltava a licença ambiental, e que assim que a licença saísse, o edital seria aberto.
Pois bem, compromisso do R.U. firmado, licença ambiental em mãos, os
estudantes se viram em uma situação inédita, fruto de 20 anos de luta estudantil, o
caminho para a construção de nossas reivindicações estava aberto e pavimentado! Tudo
parecia estar muito bom para ser verdade, e na realidade estava mesmo...
Segundo informe do Diretor do DTAd da AG, José Munhoz, o DEPRN, liberou
a derrubada das árvores na região que vai ser construída a tão lutada MORADIA
ESTUDANTIL. Ainda de acordo com José Munhoz agora os documentos foram
enviados para Brasília, no MEC, para poder, então, iniciar as obras. A passagem
do recurso para Brasília é necessária pois a obra será de financiamento misto, a
reitoria ficará responsável por 50% e o MEC com a outra metade. Mas não
devemos ainda comemorar, muitos são os motivos (veja fotos abaixo) para
lutarmos ainda mais!!
Mensagem do Blog do Capsi no dia 24 de outubro.
http://capsibauru.blogspot.com/2009/10/moradia-liberada-pelo-deprn-sera-que.html

Infelizmente tal suspeita se realizou quando os diretores colocam como
impossível a construção de ambas as obras, pedindo que escolhamos uma para iniciar
primeiro.
Mas nós, alunos do campus de Bauru da Unesp, não aceitaremos barganhar mais
uma vez nossas conquistas, exigimos o cumprimento dos compromissos feitos pelo
Reitor dessa Universidade.
Os diretores também alegaram a dificuldade da construção da moradia, pois por
existirem 2 fontes de recursos será necessário a abertura de 2 editais e contratação de 2 empresas, e que os processos não poderiam ocorrer concomitantemente.
Frente a todas essas situações:
· Exigimos o cumprimento dos compromissos feitos pelo Reitor
dessa Universidade, ou seja, a construção imediata e concomitante das obras.
Esse é o atual compromisso e com base nele continuaremos lutando.
· Encaramos isso como uma forma de empurrar para os estudantes
a decisão de construir apenas 1 prédio, para que em anos
seguintes alegarem que nós que decidimos assim e que a direção
da universidade apenas sugeriu a construção por etapas,
transformando outros anos de ausência de permanência estudantil como escolha dos alunos.
· Exigimos a apresentação dos projetos do Restaurante Universitário e da Moradia Universitária.
· Exigimos a apresentação legal que proíba a construção dos 2 prédios da moradia concomitantemente, pois no momento em Presidente Prudente está sendo realizada um obra com recursos da Reitoria e do Banco Nossa Caixa. Por que nessa situação pode?
Lamentamos o fato de termos que constantemente pedir um compromisso firmado, em reunião os diretores parecem ofendidos quando pedimos que assinem o que falam, mas não. Não confiamos em suas palavras, pois há 20 anos somos enganados pelos representantes dos cargos. Gostaríamos de acreditar em palavras, como gostaríamos que acreditassem nas nossas. Mas para cada documento que solicitamos nas seções, precisamos assinar, para cada reunião que participamos em conselhos, temos que assinar, para subirmos nos andares da reitoria temos de dar os nomes e documentos, talvez a pratica de não exigir assinaturas possa começar com vocês, assim talvez também possamos deixar esse hábito de lado. Mas por enquanto, prosseguimos necessitando das mesmas. Além disso, todos os compromissos aqui firmados não são compromissos pessoais entre os envolvidos, mas compromissos institucionais, de cargos, associações e categorias, portanto amanha não seremos nós aqui, e os próximos alunos têm o direito desses compromissos garantidos".

CEEUB – Conselho de Entidades Estudantis da Unesp Bauru

ps: a reunião não foi marcada ainda, por indisponibilidade dos diretores do campus. Esperamo que nessa semana que se inicia consigamos agendar a reunião.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O reitor nos traiu mais uma vez!!!

Boa noite, unespianos.
O que venho relatar a seguir é da mais extrema importância. Aviso desde já que não vou me limitar no simples relato dos fatos, colocarei também a minha impressão diante dos mesmos.

Hoje, dia 30 de outubro, houve uma reunião com o GAC(Grupo Administrativo do Campus) às 14hs na sala de reuniões da Biblioteca. A reunião teve como pauta o esclarecimento da proposta do Banco Real em financiar uma carteirinha de identidade funcional para uso de alunos, funcionários e docentes.
Nessa reunião estavam presentes funcionários do campus, diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp(Sintunesp), representantes do Sindicato dos Docentes(Adunesp)e representantes dos alunos(Dacel, Dafae e Cacoff).

Inicialmente o professor Deganutti falou quais eram os campi da Unesp que já tinham aderido ao sistema de carteirinhas. Todos os campi que aderiram, pelo que eu entendi, foram feitos da mesma maneira, com o financiamento do Banco Real. Fica evidente que essa é uma política da Reitoria e não de cada unidade em particular.
A carteirinha a princípio não teria quase finalidade nenhuma, a não ser identificar os que a tivessem enquanto aluno, funcionário ou professor. A vantagem que essa carteirinha teria para os alunos, segundo os diretores do campus, é que a mesma teria a data de validade, diferentemente do que acontece com a da biblioteca que não é aceita em cinemas, teatros etc.
Questionados sobre que funções mais essa carteirinha poderia VIR A TER futuramente, os diretores do campus disseram que ela pode ser usada para controle de presença em sala de aula, controle de acesso ao campus etc. Os diretores repetiram diversas vezes que sempre que algum tipo de função nova for atribuida à carteirinha, que a comunidade acadêmica seria consultada e decidiria se aprova a vinculação de determinada função ou não. Isso é o que eles dizem...
O gerente do Banco Real foi convidado a participar da reunião e fazer possíveis esclarecimentos. Ele reiterou que a única contrapartida que o Banco pede para realizar essa confecção das carteirinhas, é que não haja intermédio da faculdade. Ou seja, a coisa funcionaria da seguinte maneira: você vai até a agência do Banco Real da faculdade, fornece seu nome, RA e curso, eles batem a foto e a carteirinha fica pronta na hora. Não é a faculdade que vai te entregar a carteirinha, é o pessoal do Banco. O próprio gerente disse que na hora em que isso for feito, que haverá uma equipe para oferecer os serviços do Banco pra você, mas é claro, você não é obrigado a aceitar.

Bom, isso tudo é no mínimo estranho. Me permito já fazer alguns apontamentos:
Primeiro. Como se demonstra ser uma política da reitoria para todas as unidades, ficam obscuras quais são as reais contrapartidas exigidas pelo Banco para realizar esse tipo de serviço. Nenhuma empresa se propõe a gastar com alguma coisa sem que tenha retorno financeiro posterior.
Segundo. O banco pode ter acesso aos meus dados pessoais? Quais as garantias de que isso não será feito? Será que não seremos bombardeados com propagandas depois?Questionados em relação a isso, disseram que não enviarão e-mails, assim como não telefonarão em outras ocasiões para oferecer seus serviços.
Terceiro. Os alunos colocaram um outro motivo pelo qual a carteirinha é inviável. Como alguns Centros Acadêmicos têm usado a confecção de carteirinhas para arrecadação de dinheiro, que é por sua vez empregado na realização de eventos, semanas, congressos, com essa nova carteirinha funcionando para a obtenção de meia-entrada, as que são feitas pelos Centros Acadêmicos ficariam desinteressantes aos alunos, e dessa forma os CAs perderiam uma fonte de renda, inviabilizando a realização de atividades. Quando colocamos essa problemática, os diretores pouca importância deram.

Os funcionários também colocaram que não concordam com o fato dessa carteirinha ter de ser confecionada por uma empresa privada, sendo que estamos dentro de uma universidade pública. Questionaram também os possíveis empregos que a carteirinha possa vir a ter, como por exemplo um controle rígido demais sobre os funcionários.

O que ficou decidido é que cada segmento iria retornar para suas bases e discutir com as mesmas se essa aprova ou não a proposta feita pelo Banco. Temos até o dia 16 de novembro para nos posicionarmos em relação a isso.
Vale lembrar que o diretor da FEB, Jair Manfrinato, colocou em cheque a representatividade que uma assembléia de alunos possa ter. Ele ressaltou que o campus possui cerca de 6000 alunos só na graduação e que uma "meia-duzia" não poderia decidir pela maioria. Chegou a sugerir que se fizesse uma pesquisa por e-mail com os alunos que votariam se querem ou não a carteirinha financiada pelo Banco.
Assim a reunião se deu por encerrada.

O mais grave vem agora...
Terminada a reunião, o professor Deganutti pediu para que os funcionários se retirassem e que os alunos permanecessem.
Ele disse que tinha um assunto delicado, mas que tinha que ser tratado.
Enfim, vamos aos fatos.

Resumindo toda a enrolação, Deganutti disse que a reitoria colocou o seguinte: Ou vai sair o R.U ou a Moradia para o ano que vem. As duas obras não vão ser tocadas juntas.
Deganutti colocou que a moradia, apesar de já estar com a tão sonhada e esperada licença ambiental nas mãos, vai ser mais complicada de "sair do papel". Como a verba para a construção da moradia é mista, metade do MEC e metade da reitoria da Unesp, que a construção da moradia também será feita por metades. Vão dividir a obra ao meio. Metade do dinheiro(reitoria) vai construir um bloco de apartamentos(32 vagas) e a outra metade do dinheiro(MEC) vai construir o outro bloco(32 vagas). Mas não podem ser tocados ao mesmo tempo! Por que exatamente? Não sei. Parece que são dois editais que tem de ser abertos.

Então, de forma muito sugestiva, os diretores disseram que como o projeto do RU já está pronto, que se os alunos concordassem, a prioridade das construções seria (NOVAMENTE) invertida. Ou seja, passariam a construção do R.U. para frente e a Moradia iria para segundo lugar. Argumentaram que a gente pensasse, e já induziu a maneira como gostaria que nós pensassemos, ao dizer que "a moradia iria beneficiar 64 pessoas, o RU por outro lado beneficiaria milhares". O que o professor Deganutti fez questão de deixar claro é que se os alunos tomarem essa decisão de inversão de prioridades da construção, que isso não é certeza que vai ocorrer. Que ele em futura reunião com o Reitor vai propor essa inversão, e que cabe a ele ver se há possibilidade ou não.
Mas cá entre nós: isso já é certo. Eles já devem ter se conversado; e se os alunos decidirem inverter as prioridades, isso acaba acontecendo.

Resumo da ópera: nos deram até dia 11 de novembro para enviarmos uma resposta se aceitamos ou não a inversão de prioridade. Entretanto, temos até a próxima sexta-feira como dias úteis para realizarmos um assembléia com os alunos.

Agora, vamos à realidade.
Se todos que estão lendo não lembram, eu vou retomar alguns acontecimentos históricos do campus de Bauru.
Se não estou muito enganado em relação ao tempo, mas em 2009 se completam 15 anos de luta pela moradia na Unesp Bauru. A demanda da moradia é muito mais antiga que a do Restaurante Universitário.
Em 2003 houve um movimento que se chamava "Quero uma casa no campus", que ficou durante três meses com alunos "morando" no campus como forma de pressionar a construção da moradia.
Acontece que esse ano, após ato no campus em que reivindicávamos moradia, RU, permanência estudantil, entre outras, nos reunimos com o Reitor em São Paulo.
Quando tocamos no assunto "moradia", ele nos disse "isso não é mais assunto meu, já está certo. Só falta a licença ambiental. Vamos falar do RU". Ou seja, só faltava a licença ambiental para se iniciar o processo. Agora a licença ambiental saiu!!! E estamos mais uma vez sendo enganados!!!!

Voltando para a reunião com o reitor em São Paulo. Ele se comprometeu a colocar o RU de Bauru no Orçamento de 2010 se os diretores da FAAC, FEB e FC comprassem um projeto de Restaurante Universitário até o fechamento do orçamento de 2010. Isso aconteceu! O projeto foi comprado pelos diretores das faculdades de Bauru. Mas agora o que o Reitor nos fala? Escolham. Ou sai R.U. ou sai Moradia.
O compromisso assumido no primeiro semestre com os alunos foi quebrado. Temos gravado em vídeo o Reitor falando disso tudo!
E agora? o que nos resta fazer? Aceitar essa quebra de compromisso? Fazer o que eles querem? Que aceitemos uma coisa ou outra quando as duas eram praticamente dadas como certas? Mais uma vez vamos ser passados pra trás? Ou devemos reivindicar que o compromisso firmado seja cumprido?

Adendos:
1 - Se decidirmos por fazer essa escolha, seja ela moradia ou RU, temos um agravante. A construção que não sair o ano que vem, só sairá em 2014. E se sair...
2 - Os diretores mais uma vez colocaram a nossa representatividade em Assembléia em cheque. Sugeriram uma consulta por internet com os alunos para saber qual a "preferência" deles.
Universidade pública e políticas de permanência estudantil não podem ser encaradas como IBOPE. Ficar respondendo perguntinha pela internet sem refletir é o que a burocracia acadêmica quer mesmo.
Chegaram a sugerir também que ficássemos de plantão na cantina da faculdade perguntando a opinião dos alunos a respeito disso. Cheguei a ouvir isso: "Põe uma placa lá escrito Diretório Acadêmico e fica recebendo o voto dos alunos". Francamente...
De qualquer maneira, nós representantes dos diretórios presentes, decidimos realizar assembléia estudantil por faculdade durante essa semana. Uma data proposta foi a quinta-feira, já que poderíamos fazer divulgação na terça e quarta.

Acredito e quero muito que o marasmo que o Movimento Estudantil vinha sofrendo nesse segundo semestre tenha chegado ao fim.
Estudantes, precisamos refletir e nos posicionar diante dos fatos atuais.

domingo, 18 de outubro de 2009

Carta do CACOFF aos estudantes de Comunicação da UNESP/Bauru

Reproduzindo postagem do Blog do Cacoff Unesp Bauru!

O Centro Acadêmico de Comunicação Florestan Fernandes (CACOFF) como representante dos alunos de Jornalismo, Rádio e TV e de Relações Públicas da UNESP/Bauru repudia o ato da diretoria da FAAC de PROIBIR um debate democratico sobre o Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudantes, o ENADE.
Está agendado para o dia 22/10 uma palestra para os alunos com o propósito de convencernos da importância do ENADE. No entanto, sendo o ENADE uma prova muito contestada, o CACOFF propôs um debate com um professor a favor do ENADE (no caso o próprio que irá ministrar a palestra) e um professor contrário à realização do exame.
O CACOFF entende que para uma explanação democrática deve ser realizado um debate que estimule a reflexão de cada individuo, garantindo um diálogo justo dentro da universidade ao invés de uma palestra unilateral e nitidamente parcial à realização da prova.
Nossa proposta foi NEGADA, com uma explicação é muito simples: o reitor acha que temos sim que fazer a prova e ponto.
Vale lembrar em mais esse momento que a democracia na universidade é contestada e boicotada, começando pela forma de escolha dos reitores, por exemplo. Enquanto os professores têm no total de seus votos o peso de 70%, os alunos possuem apenas 15%, afastando-nos das decisões do futuro da universidade e facilitando que os professores mandem e desmandem cada vez mais.
No caso do ENADE, uma assinatura unilateral de um reitor da UNESP, nos obriga a realizar a prova sob pena de não retirarmos o diploma se não comparecermos no dia de sua realização.
O CACOFF entende que esta não é uma avaliação válida, e buscamos o diálogo com os estudantes para juntos pensarmos e decidirmos qual postura tomar frente a esse modelo de julgamento de nossos cursos. Queremos sempre o diálogo democrático no qual ambas as partes (favoráveis e contrários) tenham poder de argumentação, como foi o grupo de discussão “GD ENADE”, realizado no dia 23/09.
Uma palestra onde um fala e outros ouvem, nesse caso específico, soa como uma espécie de lavagem cerebral e isso nos parece um tanto quanto pouco democrático. A proibição do debate agrava ainda mais essa situação, demonstrando que o pensamento dos estudantes pouco importa para os que estão governando a universidade.
Reintero que propomos um DEBATE, e ele foi NEGADO.
O CACOFF está articulando uma mesa-redonda com o ponto de vista contrário ao da palestra para que aí sim, os alunos em assembléia possam decidir com clareza e coletivamente que postura tomar diante a prova.
Para finalizar 3 perguntas:
O que é universidade? Quem é a universidade? E que universidade queremos?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Delfim e Haddad, iguais não só em gestos!

Delfim e Haddad, iguais não só em gestos!

Os jovens não se lembram mais de Delfim Neto. Ele foi um homem poderoso no período do regime militar. Chegou a ser uma espécie de super-ministro. Apesar de nunca ter estado no ministério da Educação, ocupou várias outras pastas e chegou a influenciar diretamente a política educacional. Em especial, deu rumo para a política de expansão do ensino superior do regime militar.

Quando um jovem quer compreender quem foi Delfim Neto na educação, o melhor modo é mostrar para ele a atuação de Fernando Haddad, o atual ministro da Educação. Não se trata de igualdade, claro, mas a semelhança é espantosa. Delfim e Haddad compartilham do mesmo pensamento: o ensino superior dos ricos deve ser feito na universidade pública, gratuita, estatal, voltada para a pesquisa, enquanto que o ensino superior “de massa” deve ocupar outro lugar. Este outro lugar, para Delfim, eram as universidades particulares, que ele facilitou ao máximo o crescimento, coisa que Haddad também vem fazendo. Aliás, Fernando copia até mesmo a estratégia de Delfim: grita na imprensa contra elas, enquanto, na prática, gera projetos de facilitação do não pagamento de impostos desses conglomerados pouco voltados verdadeiramente à educação.

Delfim entendia que cursos de pedagogia, administração, ciências contábeis e algumas licenciaturas eram “cursos pobres para pobres”, isto é, cursos que, na visão dele (e, atualmente, na visão do governista Renato Janine Ribeiro), poderiam ser abertos sem qualquer custo. Para estes cursos, em faculdades particulares de péssima condição, iria a massa de trabalhadores. Ganhariam um diploma de ensino superior. Com isso, as estatísticas do país melhorariam e, então, ele próprio, Delfim, poderia continuar vendendo lá fora o “milagre brasileiro”. De bandeja, dava o populismo ao presidente, que poderia dizer coisas como “no meu governo os pobres conseguiram estudar em faculdades”.

Caso Haddad vivesse no tempo de Delfim, faria a mesma coisa. Todavia, Haddad tem mais instrumentos que Delfim. Ele tem algo que é uma completa falcatrua, chamada Universidade Aberta do Brasil (UAB). Não contente com esse fantasma de EAD, ele incentiva toda e qualquer faculdade a implantar o Ensino a Distância – exatamente para os “cursos de pobres”. Delfim Neto deve pensar, hoje em dia: “puxa, que sorte tem esse menino, o Fernando Haddad, que pode chamar esses cursos de Ensino a Distância, um nome bonito, e eu que fiquei com a desgraça de ter usado o nome feio, “ensino de lousa, giz e cuspe”. É a mesma coisa.

A idéia básica de Delfim e Haddad é a mesma de sempre, a que nunca saiu da cabeça de nossa elite carcomida: ainda que se venha a dar algo ao trabalhador e ao pobre, e ainda que este algo venha de um bom lugar, e seja próprio do rico, para o pobre ele será oferecido de modo pobre. Sim, salvo o Mackenzie e algumas PUCs, que universidade particular pode se igualar às federais e a uma USP? Nenhuma. O estado tem um ensino superior melhor que o particular. Então, a idéia de democratizar o ensino estatal, tornando-o acessível ao pobre e ao trabalhador, é exatamente esta: que se faça na forma de EAD. Ora, então o EAD é ensino ruim? Não necessariamente, enquanto apoio `a educação. Só que, o que é o EAD brasileiro? O EAD brasileiro e governamental é a versão Haddad do “lousa, giz e cuspe” de Delfim.

Não estou dizendo – insisto nisso – que o EAD é ruim em si. O que estou dizendo é que o modo como o Brasil trata o EAD, é para que esta fórmula seja dirigida aos pobres e trabalhadores. Ele é dirigido ao pobre de modo pobre, pois é preenchido por “cursos de pobres”.

Já definido pelo mercado, pela sociedade e, enfim, pelo governo, como uma forma de supletivo do ensino superior, o EAD nasce sem chances de ser outra coisa senão isso mesmo. Uma maneira de dar o título ao professor que, sem parar de trabalhar, vai fingir que estuda e, então, receber um diploma que lhe falta. Assim, uma vez posto como algo para a clientela que deve consumir o “curso de pobre”, todas as instituições brasileiras passam a vê-lo assim e, é claro, o próprio MEC.

O cuidado com o sistema de EAD, por si mesmo, já se torna algo carente. Há a contratação de monitores, não de professores titulados, para fazer a maquinaria andar. Além disso, imagina-se que é possível, sem a convivência social, gerar um profissional de nível universitário. Mas, no fundo, o que se pensa é o seguinte: “ora, não estamos mesmo fornecendo medicina em EAD, é só pedagogia mesmo”. É isso que eles pensam. Ou seja, o professor é alguém que, por definição, vai ter um curso que não vale muita coisa.

Na prática, Haddad é o netinho de Delfim, que faz com que cada um de nós nunca se esqueça do regime militar, e assim proporciona a cada jovem um conhecimento do que se fez em termos de política educacional naquela época. Bom, se descuidar, Haddad ainda vai dizer que ele, por causa disso, proporcionou um aprendizado aos pedagogos jovens, deu uma lição de história da educação. Sim, se descuidar ele diz isso, pois ele diz qualquer coisa.

© Paulo Ghiraldelli Jr. , filósofo

São Paulo, 8 de setembro de 2009
Fonte: http://ghiraldelli.pro.br/2009/09/mec/

Ministério da educação mostra mais uma vez sua incompetência!

MEC poderia comprar mais de 6 milhões de livros didáticos com prejuízo do Enem 2009
Bárbara Paludeti

Com o prejuízo provocado pelo vazamento da prova do Enem 2009, o MEC (Ministério da Educação) poderia adquirir mais de 6 milhões de livros didáticos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os custos de impressão dos mais de 4 milhões de jogos de provas - que serão descartados depois que a fraude foi descoberta - foram estimados em R$ 30 milhões pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (1º).

R$ 30 MILHÕES: QUANTO ISSO REPRESENTA NA EDUCAÇÃO
6 milhões de livros didáticos
um ano de estudo para 19 mil alunos
205 ônibus escolares
7 milhões de entradas para cinema
A prova, que seria aplicada no próximo final de semana para mais de 4,1 milhões de candidatos, foi suspensa na madrugada desta quinta, após o MEC ter tomado conhecimento da quebra de sigilo do exame.

De acordo com Haddad, a pasta ainda não sabe se o prejuízo será arcado pelo governo ou pelo consórcio que opera a aplicação. "Nós estamos neste momento cuidando de duas questões: da realização do Enem e da apuração da responsabilidade. A partir da tarde, vamos nos debruçar sobre questões jurídicas", afirmou.

O UOL fez um levantamento para tentar dimensionar o tamanho do prejuízo dos cofres públicos. Veja em que itens da educação essa verba poderia ser investida:

6 milhões de livros didáticos
Com os R$ 30 milhões referentes aos custos de impressão do Enem, seria possível comprar mais de 6 milhões de livros didáticos.

O custo médio por exemplar é de R$ 4,87 no Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Esse foi o valor negociado pelo programa para os títulos do ensino fundamental de 2010. A União vai pagar R$ 504.994.676,54 por 103.581.176 livros adquiridos.

Manutenção de 19 mil alunos do ensino médio por um ano
Os custos de R$ 30 milhões referentes à impressão da prova do Enem 2009 seriam suficientes para manter 19.083 alunos do ensino médio por aproximadamente um ano.

Segundo os dados mais recentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 2007, o custo anual estimado por um aluno do ensino médio é de R$ 1.572. Esta estimativa refere-se aos gastos consolidados do Governo Federal, dos Estados e do Distrito Federal e dos municípios.

Se o cálculo for feito baseado em um estudante da educação terciária - graduação e pós-graduação - cujo custo é de R$ 12.322, seria possível manter 2.434 alunos por um ano com os tais R$ 30 milhões.

205 ônibus de transporte escolar
Esse montante também seria possível adquirir 205 veículos para levar e trazer estudantes. A estimativa foi feita com base nos valores do programa Ônibus Escolar, lançado pelo governo do Estado de São Paulo na terça-feira (29).

Foram gastos mais de R$ 94 milhões na aquisição de 645 ônibus (custo unitário de aproximadamente R$ 145.736) que serão cedidos em regime de comodato para auxílio no transporte de alunos das redes estadual e municipal de ensino.

7 milhões de meias-entradas de cinema
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o preço médio do ingresso de cinema no primeiro semestre de 2009 ficou em R$ 8,56, consequentemente, a meia-entrada para estudantes ficou em torno de R$ 4,28.

Com R$ 30 milhões seria possível comprar mais de 7 milhões de meias-entradas para o cinema a estudantes brasileiros.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Já está virando rotina: mais um caso de espancamento de estudantes!

Hoje, dia 29 de setembro de 2009, 05 estudantes, lutando contra o corte do fornecimento de água no prédio que ocupam desde de maio de 2009 - em virtude de terem sido excluídos no processo de seleção para a nova moradia instalada no Campus -foram presos e espancados pela polícia estadual do Paraná, um deles necessitando, inclusive, ser hospitalizado. A ordem de corte da água veio do Reitor da UEL que vem progressivamente criminalizando o movimento estudantil e levando a Universidade, continuamente, às páginas policiais locais e nacionais.

Cerca de 30 estudantes que não têm condições de arcar com os altíssimos custos dos aluguéis em Londrina, permanecem ocupando o hotel alugado pela Universidade a fim de atender, emergencialmente, aos estudantes, enquanto era construída a moradia estudantil no Campus. O processo e seleção, entretanto, não garantiu vaga para todos aqueles que habitavam a antiga moradia. Em luta por condições de permanência no ensino superior, os estudantes recusaram-se a sair do hotel, enfrentando, desde então, o autoritarismo e a truculência do Reitor Vilmar Marçal que recusa-se a reconhecer o DCE eleito, e os representantes eleitos pelos estudantes para o CA e o CU.

Veja abaixo a violência impetrada contra estudantes universitários que lutavam para que a água da casa não fose cortada. Destaca-se que existem mães com crianças entre os estudantes.
Amanhã será realizado o corte de luz.

http://portal. rpc.com.br/ jl/online/ conteudo. phtml?tl= 1&id=928983&tit=Confusao- durante-corte- de-agua-na- Casa-do-Estudant e-da-UEL- termina-com- 4-estudantes- detidos