terça-feira, 30 de março de 2010

Funcionários da USP, Unicamp e Unesp farão paralisação nesta terça-feira

Funcionários da USP, Unicamp e Unesp farão paralisação nesta terça-feira

Funcionários da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) planejam fazer nesta terça-feira (30) paralisação pela isonomia salarial entre professores e funcionários. Os trabalhadores devem fazer atos em cada uma das universidades e prometem iniciar greve, caso não haja negociação.

Em nota, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) afirma que a quebra de isonomia ocorreu quando o Cruesp (Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) concedeu reajuste retroativo a fevereiro de 6% somente aos professores das universidades.

"Relembramos que, nos últimos anos, o Cruesp se negou seguidamente a atender nossas reivindicações sempre remetendo à necessidade de preservar a isonomia salarial nas universidades" , diz o sindicato.

Em 16 de março, o Sintusp havia se reunido com o novo reitor da USP, João Grandino Rodas, para discutir a quebra de isonomia. De acordo com nota do sindicato, o reitor havia afirmado que iria procurar os reitores da demais universidades para encaminhar a reivindicação. Além da isonomia, os funcionários também reivindicam a resolução de outras questões, como a demissão de Claudionor Brandão, ex-diretor do Sintusp.


Conflito

Para Magno de Carvalho, diretor de base do sindicato, esse será um ano "complicado" na USP: "Esse reitor diz que não quer conflito, mas ele já arrumou um dando esse aumento só para professores" .

A justificativa do reitor para o aumento somente para os professores, segundo Carvalho, foi a de que a universidade haveria feito uma equiparação de salários com os docentes das universidades federais. "Essa alegação é absurda. Se é para unificar [o valor dos salários], tem que unificar para todos, porque o aumento, nas federais, valeu para todo mundo", explica.

O sindicato pretende unir forças com os alunos, que reivindicam melhoria das condições de permanência estudantil: "Vamos juntar nossas forças com os estudantes e estamos prevendo que a coisa vai ser feia. Esperamos que não aconteça o que aconteceu em 2009", diz.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Em Luta pela Saúde 100% Pública e Estatal

O Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo convoca lutadores e lutadoras da saúde para unificar as lutas pela afirmação de um sistema único, público e estatal de saúde constituído, planejado, implementado e controlado de acordo com os interesses de usuários e trabalhadores. Contra a transformação da saúde em mercadoria pelo modelo privatizante de Organizações Sociais.

Para unificar as lutas é necessário o encontro:

11 de março de 2010 - 19 horas - Sintrajud Rua Antonio de Godoy, 88, 16º andar - Próximo ao metrô São Bento

Abaixo o manifesto e as entidades, organizações e movimentos que já assinaram. Faça parte e assine também - forumpopulardesaudesp@gmail.com - 73734783


Manifesto em luta para a Saúde

Se 2009 foi um ano de aprofundamentos na privatização da saúde em todo estado de São Paulo. 2010 será o ano da resistência de milhares de lutadores e lutadoras e da afirmação de um sistema único e público de saúde.

Defender a saúde é lutar pela vida. Profissionais e usuários do SUS sabem que a privatização, nas suas formas escancarada ou a miúde, não significou nenhuma melhora na oferta de serviço tampouco em condições de trabalho mais dignas. O capitalismo, na sua defesa do lucro e do consumo desenfreado, não deu respostas as necessidades e demandas da maioria da população. O desenvolvimento de tecnologias e remédios que poderiam salvar vidas deu lugar a produção de mercadorias que respondem a medos criados pela própria indústria do medicamento, fazendo sofrer a maioria da população mundial. É como se algumas vidas valessem mais que outras e umas outras não valessem nada. As mortes evitáveis na saúde é um genocídio que o capitalismo não pode evitar. Então a luta por uma saúde única e pública não é apenas uma forma de sobrevivência daqueles que dela dependem diretamente, mas também é uma forma de enfrentarmos o sistema que aproveita de tudo que é desumano.

Durante o fracasso de todos os governantes em dar respostas a destruição do planeta na recente Conferência do Clima em Copenhague, os representantes de todo o mundo falaram em responsabilidade histórica dos países ricos e emergentes diante do aquecimento global. Entretanto, esquecem-se de perguntar por onde andam as elites, essas sim responsáveis pela miséria, pelas epidemias, pelo desamparo frente as enchentes, pela anarquia do financiamento e pela desassistência na saúde.

Neste ano novo de problemas velhos, desejamos a todos coragem e rebeldia, para colocar diante da nação os interesses de trabalhadores e usuários doSistema Único de Saúde. Interesses estes que não são os mesmos das elites que se apóiam no SUS para a produção de vantagens e lucros para os grandes conglomerados hospitalares que agora se denominam Organizações Sociais OS do governo Serra, assim como as Fundações Estatais de Direito Privado do governo Federal.

Resistir também significa construir um levante. Nesse sentido, o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo chama unidade das lutas do estado, com calendário e pauta conjunta, dialogando com a pluralidade de movimentos e formas de organização típicas da saúde, mas unindo forças para junto com a população denunciar as consequências de anos desta política de entrega do público e de submissão. Propomos de imediato o encontro de todos os interessados nessa luta e a organização cotidiana em comitês ou outras formas organizativas que possibilite uma participação ampla de todos aqueles que constatam a precarização do trabalho e suas patólogicas consequências.


Por isso defendemos!

- Contra a privatização da saúde: não às Oss e Fundações Estatais de Direito Privado! Defendemos que se dobre as verbas da saúde, financiamento esse capaz de reverter o modelo de privatização em um SUS 100% público e estatal

- Reunião para organizar esta luta conjunta no dia 11 de março


Entidades que assinam este manifesto:


Conlutas

Intersindical

Pastoral Operária

MTST

Uniafro

DCE - USP

UMPS - União dos Movimentos Populares de Saúde

Associação dos trabalhadores do Hospital Brigadeiro

Movimento de Saúde de Osasco

Sinsprev

PSTU

PSOL

Mandato do deputado estadual Raul Marcelo

Mandato do deputado federal Ivan Valente

Mandato do deputado estadual Gianazzi


Assine também este manifesto!

Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo
forumpopulardesaudesp@gmail.com

terça-feira, 9 de março de 2010

CONVOCATÓRIA CAPSI - REUNIÃO C.As. e D.As. BAURU

O Centro Acadêmico de Psicologia - CAPSI- está convocando uma reunião entre os diretórios e centro acadêmicos da UNESP no dia 18 de março, quinta-feira, para troca de experências e possivel levantamento de pauta do movimento estudantil 2010 a fim de dar continuidade ao mesmo. O local é o Diretório Acadêmico César Lattes - DACEL- , ao lado do centro de idiomas do DAFAE, próximo à Atlética.

Peço aos remetentes que caso saibam de centros acadêmicos em ascendência ou, já novos centros, que lhes encaminhem este email. Especificamente, peço ao Dercy ou outro de arquitetura, que enviem para o Centro de DI, com o qual não tenho contato.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Professores da rede Estadual estão em greve!

Pessoal,

segue o link abaixo da Carta à população explicitando as razões da greve dos professores estaduais.

Carta à população

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Charge Latuff sobre plano nacional direitos humanos

Texto e charge de Latuff sobre o PNDH 3...




Com todo esse burburinho sobre a revisão da Lei de Anistia prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos, um discurso tem sido frequente. Que se deva apurar os crimes cometidos de ambos os lados durante o regime militar, tanto dos militantes de esquerda quanto das forças de repressão.
O que a primeira vista pode parecer uma posição de aparente equilíbrio, traz na verdade um conceito reacionário, de que a resistência armada a um regime de exceção seja vista como crime (criminalização).

Não nos esqueçamos de que os militantes de esquerda que lutaram contra a ditadura militar no Brasil já tiveram punição suficiente. Foram presos, cassados, implacavelmente torturados, executados, desaparecidos. Já seus carrascos, sem nenhum arranhão, escaparam tranquilos da Justiça, indo se refugiar nos braços da Lei de Anistia, inclusive reverenciados pelos seus atuais colegas de farda nos clubes militares da vida.

Levar ao banco dos réus ex-militantes que pegaram em armas para enfrentar fascistas no Brasil seria tão absurdo quanto julgar os partisans pelos atentados cometidos contra militares alemães durante a ocupação da França na Segunda Guerra Mundial. É confundir, maliciosamente, vítimas com algozes…mais uma vez.

Por isso, meus caros internautas, eu lhes trago este checklist, para que possam imprimir em papel cartão, num tamanho que caiba no bolso ou dentro da carteira. Quando o assunto for revisão da Lei de Anistia e alguém lhe disser que “ambos os lados devam ser punidos”, mostre essa charge, só como um lembrete de mais essa verdade inconveniente.

Fonte: revista Virus Planetario

Tragédia haitiana sob outro ponto de vista

Olá, galera.
Um grupo de 7 brasileiros da Unicamp, desde dezembro na capital do Haiti - Porto Príncipe - mantém um blog com as informações recentes da situação do país.
Diferentemente do que a grande mídia vincula, os pesquisadores trazem versões diferentes da realidade. Vale a pena acompanhar.

http://lacitadelle.wordpress.com


Uma outra notícia que gerou polêmica foi a desrespeitosa e discriminatória declaração do cônsul geral do Haiti no Brasil. Ele disse: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido", disse o cônsul. "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...", completa Antoine.

Confira reportagem e o vídeo na integra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u679672.shtml

Fora, racista de merda!!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

De quem é a culpa? Da chuva ou da especulação imobiliária?

Retirado do blog do Caco - http://www.cacoffunesp.blogspot.com/


Uma excelente reportagem e uma sugestão de pauta
por *Marcelo Salles, do Fazendo Media

Na noite desta segunda-feira, dia 4, a TV Brasil mostrou que está a fim de produzir e veicular um outro tipo de Jornalismo. Em seu principal telejornal, o Repórter Brasil, a emissora exibiu extensa e corajosa reportagem sobre a tragédia ocorrida em Angra dos Reis, mas com uma grande diferença em relação às empresas comerciais: a especulação imobiliária aparece entre os atores causadores das cinquenta mortes.

A TV Brasil foi a campo e entrevistou um vereador da oposição, em Angra, e o deputado estadual Alessandro Molon. Eles criticaram, respectivamente, o desvio de verba da prefeitura municipal, que deveria ser usada na proteção ao meio-ambiente, e o afrouxamento, pelo governador Sérgio Cabral, da legislação que garante a segurança das construções em áreas de encosta. De quebra, o telejornal ainda explicou, didaticamente, como funcionam as autorizações para as intervenções em regiões consideradas de risco.

Enquanto isso, as corporações de mídia culpam a chuva – que não tem assessoria de imprensa e nem verba publicitária. Quem assistiu a esta reportagem do Repórter Brasil não apenas tomou conhecimento de aspectos fundamentais para a compreensão da tragédia em Angra dos Reis. Também entendeu por que é tão importante a existência de veículos de comunicação que não sejam pautados pela lógica comercial, da audiência a qualquer preço.


Novos desastres anunciados

Na última quinzena de 2009, o deputado estadual Marcelo Freixo protagonizou uma discussão importantíssima para o cidadão fluminense, mas que infelizmente ainda não teve grande repercussão nos meios de comunicação (quem sabe a TV Brasil não se interessa?). Trata-se da tentativa de aprovação da lei que amplia a área de proteção do Parque Estadual da Serra da Tiririca – que abrange os municípios de Niterói e Maricá -, cuja votação estava marcada para agosto. A demora, segundo denúncia gravíssima de Marcelo Freixo, ocorre devido a um acordo do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, com o presidente da Alerj, Jorge Picciani. A maior beneficiária desse acordo é a especulação imobiliária, que em Niterói está concentrada nas mãos de uma empresa privada chamada Patrimóvel.

Em razão de sua luta pela aprovação da lei (assinada também pelos deputados Rodrigo Neves e Luiz Paulo), Freixo foi xingado de “leviano” por Jorge Roberto num jornal local. Sua resposta, na mesma moeda, foi dada no dia 15 de dezembro, no plenário da Alerj, e publicada no Diário Oficial.

Quem vive em Niterói, como eu vivo há 30 anos, conhece bem os males da especulação imobiliária. Crescimento desordenado; muita gente sem casa, muita casa vazia; preços exorbitantes dos imóveis; um trânsito cada vez pior (já levei 50 minutos para percorrer 8km); problemas graves de distribuição de água e energia; poluição crescente das praias (incluindo uma das mais belas do mundo, a de Itacoatiara, ameaçada pelos diversos espigões que crescem ao seu redor); saneamento básico comprometido.

Se a sociedade não se mobilizar agora, Niterói pode viver uma tragédia de enormes proporções nos próximos anos. Além, é claro, de as tragédias cotidianas citadas no parágrafo anterior continuarem deteriorando, aos poucos e sem divulgação, a vida de milhares de pessoas. Muitas delas devido a esse profundo caso de amor entre o prefeito e a Patrimóvel.

*Marcelo Salles é um dos responsavéis pelo Fazendo Media e editor da Caros Amigos, no Rio de Janeiro.

visite: http://www.fazendomedia.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Restaurante e Moradia podem sair em 2010!

Pessoal, é o seguinte:
nas últimas semanas algumas entidades estudantis de nosso campus vêm se reunindo com o GAC(Grupo Administrativo do Campus) para tratar de alguns temas, em particular a questão da moradia e do R.U.
O Kpta, estudante do último ano de Psicologia, fez um resumo das últimas reuniões e eu postarei aqui para que todos possam tomar conhecimento.

Segue relato abaixo

Reunião dia 27-11-2009.


Pra início de conversa, vou relatar aqui uma reunião que aconteceu no dia 27/11/2009 com os diretores da Faac, Fc e Feb e alguns alunos e representantes do Dacel e Capsi.

Essa reunião foi convocada pelos estudantes, por meio deste documento, e teve com pauta a construção do R.U., Moradia e Carteirinhas do Banco Real.

A reunião foi conduzida pelo professor Deganuti que foi apresentando uma conversa na semana anterior em que os três diretores tiveram com o reitor, nessa reunião os GAC levou a proposta de obras de todo o campus, abaixo as listo e já com a resposta do reitor:

1 . Ampliação da Rede Elétrica. Para continuar a expansão física do campus é necessário uma ampliação da rede, que já está sobrecarregada. Disseram que o reitor com uma verba MEC/SESU irá fazer essa adequação já em Janeiro.

2. Asfalto. São 3 etapas que totalizam R$600.000,00, uma já foi feita, faltam duas. A reitoria e APLO (Planejamento e Obras) irão analisar.

3. Moradia. Já aprovada, mas tem trâmites específicos, são dois blocos, um de verba da reitoria e outro de verba MEC/SESU, portanto são dois editais e duas obras, a papelada do MEC em Brasília já foi resolvida e está pronta para ser licitada, a parte da reitoria ainda precisa ser analisada.

O GAC conversou com o prefeito Rodrigo para ceder um espaço para a moradia, atualmente o local destinado é em frente à ASSUNEB e Praça de Esportes, lá depois das rotatórias, mas o GAC pediu o espaço entre o campus e o SAMU para construção da moradia, o prefeito pareceu interessado, pois dessa forma seria preservado a área de cerrado que seria desmatada, e a moradia ficaria num local muito mais acessível, mas precisa passar pela aprovação da Câmara dos vereadores.

4. Restaurante Universitário. O planta baixa do restaurante estava aberta sobre a mesa, é um prédio grande, com uma área de refeitório de 430m2, com capacidade pra 408 pessoas sentadas, com a capacidade de 2 mil refeições por dia.

O funcionamento do restaurante (terceirizado, público ou outros, é de autonomia do campus e vai ser discutido quando a obra já estiver ocorrendo), mas a previsão da refeição é em torno de R$2,75.

A realidade da construção ainda não sabemos.

5. Guilhermão. Existe um projeto para reforma do Guilhermão, o projeto está OK e enviado à APLO.

6. Central de Salas de Aula. Como já denunciado pelo Capsi em novembro de 2009 (WWW.fc.unesp.br/capsi/chuva/) , a Central de Salas tem problemas com as calhas, e esse ano sofreu novamente com as chuvas tendo grandes infiltrações nas salas e anfiteatro, foi feito o pedido de uma verba emergencial para reforma de todo o conjunto.


Os diretores disseram que tudo isso fora apresentado para o reitor e ele daria uma resposta à tudo em reunião no dia 02 de dezembro de 2009.

Contaram outros detalhes da reunião, como por exemplo, que todos os pedidos de obras das 33 unidades da Unesp para os próximos 03 anos somam 330 milhões de reais, já o reitor disse que não há a possibilidade de cumprir tudo isso, liberando 120 milhões, em torno de 40 mi por ano.

De maneira resumida isso foi o que nos apresentaram no dia 27/11 e que as palavras finais seriam tomadas no dia 02 com o reitor e posteriormente referendadas no C.O. (Conselho Universitário – órgão máximo de decisões da Unesp) no dia 10/12.

Sobre as carteirinhas do Banco Real, o prof Deganutti disse que a congregação da FAAC as rejeitou e que as da FC e FEB não votaram por não existir uma proposta formal do banco, portanto nos preparemos porque, uma nova proposta ainda virá.


Reunião dia 07/12/2009


Presentes: Prof Deganutti, estudantes de psico, representantes do DACEL, CAPSI e CACOFF.

Essa reunião foi convocada pelo prof Deganutti para apresentar os resultados da reunião no dia 02 com o reitor.

Nos apresentou oficialmente o compromisso da Reitoria e APLO com obras para o GAC Bauru para os anos de 2010 a 2012, depois comentou informalmente as obras para cada unidade.

Nesse documento temos como compromissos para 2010:

Moradia Estudantil Bloco 1 – MECSESU (programa da verba)

Moradia Estudantil Bloco 2 – Permanência Estudantil

Restaurante Universitário – Permanência Estudantil

Readequação da rede elétrica – MECSESU

Quadra poliesportiva – Infraestrutura

Asfalto etapas 2 e 3. - Infraestrutura

Para 2011:

Construção da Central de Salas de Aula Bloco III – Novas edificações

Portanto as obras do RU e Moradia podem se tornar realidade já em 2010!

Mas, vamos por partes…

A moradia bloco 1 e readequação elétrica terão editais abertos pela reitoria e já podem ser realizados, os outros todos são compromissos para o GAC Bauru, portanto é de responsabilidade do campus administrar todo o processo licitário dessas obras. Tais compromissos serão recebidos pelo campus em 2010 e serão administrados pela seção de Compras do GAC.

O que isso significa, que uma batalha foi vencida, existe todo o chão pronto para as obras, agora a luta estudantil deve se pautar para a agilidade e transparência desses processos, não podemos deixar os papéis ficarem sobre as mesas precisamos lutar!

Sobre o que ainda não saiu, ainda não há resposta para o pedido de verba para reparo emergencial das calhas da Central de Salas I e II, o projeto da biblioteca também foi negado, o projeto enviado era de um prédio de 3 andares que custaria cerca de 8 milhões de reais, o reitor disse que não há a possibilidade disso e que deveria refazer o projeto e baixar o custo, agora está sendo analisada a possibilidade de 2 centrais de bibliotecas térreas.

domingo, 15 de novembro de 2009

Situação atual!!!

Pessoal, depois dos últimos acontecimentos na Unesp Bauru, elaboramos uma carta que enviamos ao GAC para pedirmos mais uma reunião sobre CARTEIRINHAS E R.U. E MORADIA. A carta enviada segue abaixo para conhecimento de todos.
A mesma deixa explicita tudo o que foi feito nas últimas três semanas. Alunos, tomem ciência dos acontecimentos e posicionem-se.!!!
Segue a carta:


Estudantes organizados em luta pela defesa da permanência estudantil solicitam
uma reunião aberta no dia 12 de novembro de 2009, às 09h00, na sede do DACEL com
os professores eleitos para a direção de suas unidades e conseqüentemente do campus
de Bauru: Professor Roberto Deganutti, diretor da FAAC e presidente do GAC,
Professor Jair Wagner de Souza Manfrinato, diretor da FEB e vice-presidente do GAC e
Professor Olavo Speranza de Arruda, diretor da FC. Na impossibilidade da prsença
destes, temos certeza que seus respectivos suplentes poderão representá-los de maneira satisfatória.

Convidamos também todos outros docentes, servidores e discentes para
participarem da reunião cuja pauta e justificativa apresentarem abaixo:
PAUTA:
1. Proposta de carteirinhas do Banco Real
2. Construção da Moradia Universitária
3. Construção do Restaurante Universitário

No dia 30 de outubro de 2009, representantes do Sintunesp, Adunesp, Dacel,
Dafae e Dadica (representados pelo Cacoff) foram convocados pelos diretores para uma
reunião na qual apresentaram uma proposta do Banco Real para confecção de
carteirinhas de identificação:

Inicialmente o professor Deganutti falou quais eram os campi da Unesp
que já tinham aderido ao sistema de carteirinhas. Todos os campi que aderiram,
pelo que eu entendi, foram feitos da mesma maneira, com o financiamento do
Banco Real. Fica evidente que essa é uma política da Reitoria e não de cada
unidade em particular.
A carteirinha a princípio não teria quase finalidade nenhuma, a não ser
identificar os que a tivessem enquanto aluno, funcionário ou professor. A
vantagem que essa carteirinha teria para os alunos, segundo os diretores do
campus, é que a mesma teria a data de validade, diferentemente do que acontece
com a da biblioteca que não é aceita em cinemas, teatros etc.
Questionados sobre que funções mais essa carteirinha poderia VIR A TER
futuramente, os diretores do campus disseram que ela pode ser usada para
controle de presença em sala de aula, controle de acesso ao campus etc. Os
diretores repetiram diversas vezes que sempre que algum tipo de função nova for
atribuida à carteirinha, que a comunidade acadêmica seria consultada e decidiria
se aprova a vinculação de determinada função ou não. Isso é o que eles dizem...
O gerente do Banco Real foi convidado a participar da reunião e fazer possíveis
esclarecimentos. Ele reiterou que a única contrapartida que o Banco pede para
realizar essa confecção das carteirinhas, é que não haja intermédio da faculdade.
Ou seja, a coisa funcionaria da seguinte maneira: você vai até a agência do
Banco Real da faculdade, fornece seu nome, RA e curso, eles batem a foto e a
carteirinha fica pronta na hora. Não é a faculdade que vai te entregar a
carteirinha, é o pessoal do Banco. O próprio gerente disse que na hora em que
isso for feito, que haverá uma equipe para oferecer os serviços do Banco pra
você, mas é claro, você não é obrigado a aceitar.
Blog Pedra no Sapato – DACEL.
http://chapapedranosapato.blogspot.com/2009/10/o-reitor-nos-traiu-mais-umavez.
html

No dia 05 de novembro, houve uma nova reunião desta vez os diretores das 3
unidades se reuniram alunos de diversos cursos e entidades (Dacel, Dafae, Cacoff,
Capsi, Arquitetura entre outros) na qual se rediscutiu o assunto das carteirinhas. Nessa reunião os alunos apresentaram a tese de que propostas semelhantes já foram negadas por congregações anteriormente, os professores alegaram que sim, mas há muito tempo em uma proposta do Banespa, mas a Congregação da FC negou uma proposta do Banco Real para confecção de carteirinhas em reunião realizada em 19 de junho de 2008.
O Senhor Presidente (...) encaminhou para votação a revogação da decisão
anterior para confecção das carteirinhas pelo Banco Real, obtendo 19 (dezenove)
votos favoráveis e 02 (duas) abstenções. Na seqüência, encaminhou para votação
a confecção das carteirinhas dos alunos dos Cursos de Graduação, Pós-
Graduação, bem como dos alunos ingressantes anualmente, com validade para o
total de anos de duração do curso do aluno, no modelo 1 (formulário em papel e
plastificação), com recursos da Unidade, sendo aprovado por unanimidade de
votos.

Linhas, 32-39, página 14 da Ata da 145ª Reunião Ordinária da Douta
Congregação da Faculdade de Ciências, realizada em 19/06/2008.

Pedimos, para os diretores que respeitem as decisões já tomadas, pois a
reapresentação de tais propostas em tão pouco tempo (16 meses) parece um desejo
muito grande de aprová-las rapidamente.
Nessa mesma reunião os diretores reafirmaram a autonomia das categorias em
decidirem se aceitam ou não o uso da carteirinha e a autonomia em decidirem qual serão seus usos, nesse momento (assim como vários outros) pedimos que os diretores
assinassem tal compromisso e os mesmos se negaram, disseram que não precisa disso,
mas reafirmamos aqui o pedido de assinatura do compromisso. Alunos vêm e vão,
assim como os presentes nos cargos de direção, portanto esses compromissos não
devem ficar restritos aos presentes em pequenas reuniões, mas devem ser expandidos
para toda a comunidade acadêmica, portanto:
· Exigimos a apresentação da proposta feita pelo Banco Real. Não votaremos em
apresentações orais de projetos como esses, preferimos pensar que o mesmo não
existe até termos em mãos a proposta oficial.
· No caso de existir alguma proibição legal para isso, ou um pedido expresso do
Banco em não expor a proposta, exigimos dos diretores que apresentem uma
proposta escrita onde constarão todos os detalhes da confecção e usos das
carteirinhas.
· Exigimos o compromisso firmado de que cada categoria terá a autonomia de
decidir se vai aderir ao uso da carteirinha.
· Exigimos o compromisso firmado de que na existência das carteirinhas, seus
usos serão decididos em conjunto com as categorias e que as mesmas terão
autonomia para barrar usos que considerem inadequados.
Retornando o para a reunião do dia 30 de outubro após a apresentação da proposta
de carteirinha, o professor Deganutti pediu para que os alunos continuassem
presentes, pois tinha que tratar sobre o Restaurante e Moradia Universitária.
Deganutti disse que a reitoria colocou o seguinte: Ou vai sair o R.U ou a
Moradia para o ano que vem. As duas obras não vão ser tocadas juntas.
Deganutti colocou que a moradia, apesar de já estar com a tão sonhada e
esperada licença ambiental nas mãos, vai ser mais complicada de "sair do papel".
Como a verba para a construção da moradia é mista, metade do MEC e metade
da reitoria da Unesp, que a construção da moradia também será feita por
metades. Vão dividir a obra ao meio. Metade do dinheiro(reitoria) vai construir
um bloco de apartamentos(32 vagas) e a outra metade do dinheiro(MEC) vai
construir o outro bloco(32 vagas). Mas não podem ser tocados ao mesmo tempo!
Por que exatamente? Não sei. Parece que são dois editais que tem de ser abertos.
Blog Pedra no Sapato – DACEL.
http://chapapedranosapato.blogspot.com/2009/10/o-reitor-nos-traiu-mais-umavez.
html

No dia 22 de abril de 2009, alunos do campus de Bauru, estiveram na reitoria em
reunião com o reitor, vice-reitor, assessor jurídico da reitoria, além das presenças do Professor Henrique Monteiro (então diretor da FC e presidente do GAC) e do servidor José Munhoz, diretor técnico administrativo do GAC. Nessa reunião o reitor se comprometeu (inclusive com compromisso firmado), de que incluiria o R.U. como
primeiro ponto de construção da reitoria em 2010, desde que o campus de Bauru
entregasse um projeto à tempo de ser colocado no orçamento da Unesp. Entendemos
que colocar no orçamento é uma prerrogativa dele, mas que isso deva ser aprovado pelo
Conselho Universitário, mas em 05 de agosto em visita ao campus de Bauru, o reitor
declarou na Congregação da FAAC, que a obra vai sair. Pressupomos, então, que a obra
já foi aceita pelo C.O. e está apenas esperando meados de 2010 para ser iniciada.
Já em relação ao Restaurante Universitário (RU), o reitor afirmou que a
construção do RU no câmpus de Bauru é um compromisso dele com os alunos.
“É uma obra grande que deverá durar 12 meses e, provavelmente, os estudantes
e servidores poderão utilizar o RU em meados de 2011”, observou Herman.
Reitor anuncia RU e novos departamentos. Disponível em:
http://www.faac.unesp.br/noticias/79

Nessa mesma reunião em São Paulo no dia 22 de abril, o reitor disse que nem
iria discutir sobre a Moradia Estudantil, pois já estava tudo certo, licitado e pronto, só faltava a licença ambiental, e que assim que a licença saísse, o edital seria aberto.
Pois bem, compromisso do R.U. firmado, licença ambiental em mãos, os
estudantes se viram em uma situação inédita, fruto de 20 anos de luta estudantil, o
caminho para a construção de nossas reivindicações estava aberto e pavimentado! Tudo
parecia estar muito bom para ser verdade, e na realidade estava mesmo...
Segundo informe do Diretor do DTAd da AG, José Munhoz, o DEPRN, liberou
a derrubada das árvores na região que vai ser construída a tão lutada MORADIA
ESTUDANTIL. Ainda de acordo com José Munhoz agora os documentos foram
enviados para Brasília, no MEC, para poder, então, iniciar as obras. A passagem
do recurso para Brasília é necessária pois a obra será de financiamento misto, a
reitoria ficará responsável por 50% e o MEC com a outra metade. Mas não
devemos ainda comemorar, muitos são os motivos (veja fotos abaixo) para
lutarmos ainda mais!!
Mensagem do Blog do Capsi no dia 24 de outubro.
http://capsibauru.blogspot.com/2009/10/moradia-liberada-pelo-deprn-sera-que.html

Infelizmente tal suspeita se realizou quando os diretores colocam como
impossível a construção de ambas as obras, pedindo que escolhamos uma para iniciar
primeiro.
Mas nós, alunos do campus de Bauru da Unesp, não aceitaremos barganhar mais
uma vez nossas conquistas, exigimos o cumprimento dos compromissos feitos pelo
Reitor dessa Universidade.
Os diretores também alegaram a dificuldade da construção da moradia, pois por
existirem 2 fontes de recursos será necessário a abertura de 2 editais e contratação de 2 empresas, e que os processos não poderiam ocorrer concomitantemente.
Frente a todas essas situações:
· Exigimos o cumprimento dos compromissos feitos pelo Reitor
dessa Universidade, ou seja, a construção imediata e concomitante das obras.
Esse é o atual compromisso e com base nele continuaremos lutando.
· Encaramos isso como uma forma de empurrar para os estudantes
a decisão de construir apenas 1 prédio, para que em anos
seguintes alegarem que nós que decidimos assim e que a direção
da universidade apenas sugeriu a construção por etapas,
transformando outros anos de ausência de permanência estudantil como escolha dos alunos.
· Exigimos a apresentação dos projetos do Restaurante Universitário e da Moradia Universitária.
· Exigimos a apresentação legal que proíba a construção dos 2 prédios da moradia concomitantemente, pois no momento em Presidente Prudente está sendo realizada um obra com recursos da Reitoria e do Banco Nossa Caixa. Por que nessa situação pode?
Lamentamos o fato de termos que constantemente pedir um compromisso firmado, em reunião os diretores parecem ofendidos quando pedimos que assinem o que falam, mas não. Não confiamos em suas palavras, pois há 20 anos somos enganados pelos representantes dos cargos. Gostaríamos de acreditar em palavras, como gostaríamos que acreditassem nas nossas. Mas para cada documento que solicitamos nas seções, precisamos assinar, para cada reunião que participamos em conselhos, temos que assinar, para subirmos nos andares da reitoria temos de dar os nomes e documentos, talvez a pratica de não exigir assinaturas possa começar com vocês, assim talvez também possamos deixar esse hábito de lado. Mas por enquanto, prosseguimos necessitando das mesmas. Além disso, todos os compromissos aqui firmados não são compromissos pessoais entre os envolvidos, mas compromissos institucionais, de cargos, associações e categorias, portanto amanha não seremos nós aqui, e os próximos alunos têm o direito desses compromissos garantidos".

CEEUB – Conselho de Entidades Estudantis da Unesp Bauru

ps: a reunião não foi marcada ainda, por indisponibilidade dos diretores do campus. Esperamo que nessa semana que se inicia consigamos agendar a reunião.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O reitor nos traiu mais uma vez!!!

Boa noite, unespianos.
O que venho relatar a seguir é da mais extrema importância. Aviso desde já que não vou me limitar no simples relato dos fatos, colocarei também a minha impressão diante dos mesmos.

Hoje, dia 30 de outubro, houve uma reunião com o GAC(Grupo Administrativo do Campus) às 14hs na sala de reuniões da Biblioteca. A reunião teve como pauta o esclarecimento da proposta do Banco Real em financiar uma carteirinha de identidade funcional para uso de alunos, funcionários e docentes.
Nessa reunião estavam presentes funcionários do campus, diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp(Sintunesp), representantes do Sindicato dos Docentes(Adunesp)e representantes dos alunos(Dacel, Dafae e Cacoff).

Inicialmente o professor Deganutti falou quais eram os campi da Unesp que já tinham aderido ao sistema de carteirinhas. Todos os campi que aderiram, pelo que eu entendi, foram feitos da mesma maneira, com o financiamento do Banco Real. Fica evidente que essa é uma política da Reitoria e não de cada unidade em particular.
A carteirinha a princípio não teria quase finalidade nenhuma, a não ser identificar os que a tivessem enquanto aluno, funcionário ou professor. A vantagem que essa carteirinha teria para os alunos, segundo os diretores do campus, é que a mesma teria a data de validade, diferentemente do que acontece com a da biblioteca que não é aceita em cinemas, teatros etc.
Questionados sobre que funções mais essa carteirinha poderia VIR A TER futuramente, os diretores do campus disseram que ela pode ser usada para controle de presença em sala de aula, controle de acesso ao campus etc. Os diretores repetiram diversas vezes que sempre que algum tipo de função nova for atribuida à carteirinha, que a comunidade acadêmica seria consultada e decidiria se aprova a vinculação de determinada função ou não. Isso é o que eles dizem...
O gerente do Banco Real foi convidado a participar da reunião e fazer possíveis esclarecimentos. Ele reiterou que a única contrapartida que o Banco pede para realizar essa confecção das carteirinhas, é que não haja intermédio da faculdade. Ou seja, a coisa funcionaria da seguinte maneira: você vai até a agência do Banco Real da faculdade, fornece seu nome, RA e curso, eles batem a foto e a carteirinha fica pronta na hora. Não é a faculdade que vai te entregar a carteirinha, é o pessoal do Banco. O próprio gerente disse que na hora em que isso for feito, que haverá uma equipe para oferecer os serviços do Banco pra você, mas é claro, você não é obrigado a aceitar.

Bom, isso tudo é no mínimo estranho. Me permito já fazer alguns apontamentos:
Primeiro. Como se demonstra ser uma política da reitoria para todas as unidades, ficam obscuras quais são as reais contrapartidas exigidas pelo Banco para realizar esse tipo de serviço. Nenhuma empresa se propõe a gastar com alguma coisa sem que tenha retorno financeiro posterior.
Segundo. O banco pode ter acesso aos meus dados pessoais? Quais as garantias de que isso não será feito? Será que não seremos bombardeados com propagandas depois?Questionados em relação a isso, disseram que não enviarão e-mails, assim como não telefonarão em outras ocasiões para oferecer seus serviços.
Terceiro. Os alunos colocaram um outro motivo pelo qual a carteirinha é inviável. Como alguns Centros Acadêmicos têm usado a confecção de carteirinhas para arrecadação de dinheiro, que é por sua vez empregado na realização de eventos, semanas, congressos, com essa nova carteirinha funcionando para a obtenção de meia-entrada, as que são feitas pelos Centros Acadêmicos ficariam desinteressantes aos alunos, e dessa forma os CAs perderiam uma fonte de renda, inviabilizando a realização de atividades. Quando colocamos essa problemática, os diretores pouca importância deram.

Os funcionários também colocaram que não concordam com o fato dessa carteirinha ter de ser confecionada por uma empresa privada, sendo que estamos dentro de uma universidade pública. Questionaram também os possíveis empregos que a carteirinha possa vir a ter, como por exemplo um controle rígido demais sobre os funcionários.

O que ficou decidido é que cada segmento iria retornar para suas bases e discutir com as mesmas se essa aprova ou não a proposta feita pelo Banco. Temos até o dia 16 de novembro para nos posicionarmos em relação a isso.
Vale lembrar que o diretor da FEB, Jair Manfrinato, colocou em cheque a representatividade que uma assembléia de alunos possa ter. Ele ressaltou que o campus possui cerca de 6000 alunos só na graduação e que uma "meia-duzia" não poderia decidir pela maioria. Chegou a sugerir que se fizesse uma pesquisa por e-mail com os alunos que votariam se querem ou não a carteirinha financiada pelo Banco.
Assim a reunião se deu por encerrada.

O mais grave vem agora...
Terminada a reunião, o professor Deganutti pediu para que os funcionários se retirassem e que os alunos permanecessem.
Ele disse que tinha um assunto delicado, mas que tinha que ser tratado.
Enfim, vamos aos fatos.

Resumindo toda a enrolação, Deganutti disse que a reitoria colocou o seguinte: Ou vai sair o R.U ou a Moradia para o ano que vem. As duas obras não vão ser tocadas juntas.
Deganutti colocou que a moradia, apesar de já estar com a tão sonhada e esperada licença ambiental nas mãos, vai ser mais complicada de "sair do papel". Como a verba para a construção da moradia é mista, metade do MEC e metade da reitoria da Unesp, que a construção da moradia também será feita por metades. Vão dividir a obra ao meio. Metade do dinheiro(reitoria) vai construir um bloco de apartamentos(32 vagas) e a outra metade do dinheiro(MEC) vai construir o outro bloco(32 vagas). Mas não podem ser tocados ao mesmo tempo! Por que exatamente? Não sei. Parece que são dois editais que tem de ser abertos.

Então, de forma muito sugestiva, os diretores disseram que como o projeto do RU já está pronto, que se os alunos concordassem, a prioridade das construções seria (NOVAMENTE) invertida. Ou seja, passariam a construção do R.U. para frente e a Moradia iria para segundo lugar. Argumentaram que a gente pensasse, e já induziu a maneira como gostaria que nós pensassemos, ao dizer que "a moradia iria beneficiar 64 pessoas, o RU por outro lado beneficiaria milhares". O que o professor Deganutti fez questão de deixar claro é que se os alunos tomarem essa decisão de inversão de prioridades da construção, que isso não é certeza que vai ocorrer. Que ele em futura reunião com o Reitor vai propor essa inversão, e que cabe a ele ver se há possibilidade ou não.
Mas cá entre nós: isso já é certo. Eles já devem ter se conversado; e se os alunos decidirem inverter as prioridades, isso acaba acontecendo.

Resumo da ópera: nos deram até dia 11 de novembro para enviarmos uma resposta se aceitamos ou não a inversão de prioridade. Entretanto, temos até a próxima sexta-feira como dias úteis para realizarmos um assembléia com os alunos.

Agora, vamos à realidade.
Se todos que estão lendo não lembram, eu vou retomar alguns acontecimentos históricos do campus de Bauru.
Se não estou muito enganado em relação ao tempo, mas em 2009 se completam 15 anos de luta pela moradia na Unesp Bauru. A demanda da moradia é muito mais antiga que a do Restaurante Universitário.
Em 2003 houve um movimento que se chamava "Quero uma casa no campus", que ficou durante três meses com alunos "morando" no campus como forma de pressionar a construção da moradia.
Acontece que esse ano, após ato no campus em que reivindicávamos moradia, RU, permanência estudantil, entre outras, nos reunimos com o Reitor em São Paulo.
Quando tocamos no assunto "moradia", ele nos disse "isso não é mais assunto meu, já está certo. Só falta a licença ambiental. Vamos falar do RU". Ou seja, só faltava a licença ambiental para se iniciar o processo. Agora a licença ambiental saiu!!! E estamos mais uma vez sendo enganados!!!!

Voltando para a reunião com o reitor em São Paulo. Ele se comprometeu a colocar o RU de Bauru no Orçamento de 2010 se os diretores da FAAC, FEB e FC comprassem um projeto de Restaurante Universitário até o fechamento do orçamento de 2010. Isso aconteceu! O projeto foi comprado pelos diretores das faculdades de Bauru. Mas agora o que o Reitor nos fala? Escolham. Ou sai R.U. ou sai Moradia.
O compromisso assumido no primeiro semestre com os alunos foi quebrado. Temos gravado em vídeo o Reitor falando disso tudo!
E agora? o que nos resta fazer? Aceitar essa quebra de compromisso? Fazer o que eles querem? Que aceitemos uma coisa ou outra quando as duas eram praticamente dadas como certas? Mais uma vez vamos ser passados pra trás? Ou devemos reivindicar que o compromisso firmado seja cumprido?

Adendos:
1 - Se decidirmos por fazer essa escolha, seja ela moradia ou RU, temos um agravante. A construção que não sair o ano que vem, só sairá em 2014. E se sair...
2 - Os diretores mais uma vez colocaram a nossa representatividade em Assembléia em cheque. Sugeriram uma consulta por internet com os alunos para saber qual a "preferência" deles.
Universidade pública e políticas de permanência estudantil não podem ser encaradas como IBOPE. Ficar respondendo perguntinha pela internet sem refletir é o que a burocracia acadêmica quer mesmo.
Chegaram a sugerir também que ficássemos de plantão na cantina da faculdade perguntando a opinião dos alunos a respeito disso. Cheguei a ouvir isso: "Põe uma placa lá escrito Diretório Acadêmico e fica recebendo o voto dos alunos". Francamente...
De qualquer maneira, nós representantes dos diretórios presentes, decidimos realizar assembléia estudantil por faculdade durante essa semana. Uma data proposta foi a quinta-feira, já que poderíamos fazer divulgação na terça e quarta.

Acredito e quero muito que o marasmo que o Movimento Estudantil vinha sofrendo nesse segundo semestre tenha chegado ao fim.
Estudantes, precisamos refletir e nos posicionar diante dos fatos atuais.