Blog que teve início em 2008, sendo criado pela chapa "Pedra no Sapato" do Diretório Acadêmico César Lattes da Faculdade de Ciências - Unesp Bauru. O objetivo desse blog foi de servir a comunização com os alunos durante a duração da Chapa. A partir de agora, ainda continuará a existir mas não está mais vinculado à chapa do Dacel, que atualmente é a "Erva Daninha". Ainda sim, será mantido com o intuito de divulgar o que está acontecendo no Movimento Estudantil do campus da Unesp Bauru.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Pelotão de choque na USP: juventude se levanta contra retorno à ditadura
USP de volta à ditadura
Na segunda-feira, 1/6, a Universidade de São Paulo amanheceu sitiada por batalhões da tropa de choque que guardavam a entrada de unidades estratégicas para impedir o piquete dos funcionários em greve. A disposição da Reitoria para levar a repressão até as últimas conseqüências ficou clara: em frente à administração central, junto com a polícia havia um carro do corpo de bombeiros e um do resgate!
Essa ação da polícia na USP para reprimir um movimento grevista não tem nenhum precedente senão durante os anos sombrios da ditadura militar. Segundo o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP), a última vez em que a polícia entrou na USP para impedir piquetes dos funcionários foi durante a ditadura, em 1979, com cerca de 15 homens desarmados. Depois de 30 anos, os “democráticos” José Serra e Suely Vilela agem com mais de 100 homens armados!
A ação vergonhosa da Reitoria foi justificada em comunicado oficial pela necessidade de manter o “pleno funcionamento da universidade”. Mas a que ponto chegou a Universidade de São Paulo se ela só pode “funcionar” com um enorme aparato policial repressivo ameaçando fisicamente os seus próprios funcionários e estudantes? Que Reitoria é essa que para continuar “funcionando” precisa se cercar de portas e vidros blindados, câmeras 360º com visão noturna, capangas à paisana e agora, além de tudo isso que já é “normal”, mais 150 militares armados, intimidando a própria comunidade universitária com escudos, cacetetes, bombas de gás, balas de borracha e até armas de fogo?
Em nome do “funcionamento da universidade”, a Reitoria usa a repressão policial para estrangular o direito de manifestação dos funcionários e estudantes, para calar as vozes divergentes, para cercear o livre pensamento e a livre manifestação. Em nome do “funcionamento da universidade”, os espaços estudantis livres estão sendo fechados, as manifestações, festas e atividades culturais estão sendo proibidas, estudantes estão sendo processados e punidos, diretores do sindicato estão sendo demitidos. Em nome do “bom funcionamento da universidade” a Reitoria está destruindo a universidade e promovendo o retorno à ditadura na USP.
Ainda mais vergonhoso é o fato de toda essa ação ser comandada pelo governador do estado José Serra, ex-presidente da UNE e ex-exilado político da ditadura militar. Serra, assim como Lula, governa abertamente contra as liberdades democráticas, contra a juventude e contra a classe trabalhadora. Serra e Lula aprofundam cada vez mais o caráter repressor do Estado para conter a revolta contra a crise política e econômica, e preparam assim um retorno à ditadura.
O fantasma de maio assombra novamente o governo Serra
O resultado imediato da ação da polícia na USP foi o levante dos estudantes, levante que vinha sendo contido há mais de um mês pelas direções pelegas do movimento estudantil e que agora explodiu numa assembléia com mais de mil presentes decidindo a greve imediata por quase unanimidade.
Até os professores, categoria cada vez mais passiva e conivente por estar em grande parte integrada à burocracia, decidiram numa assembléia com 120 presentes aderir à greve.
Durante a semana, em resposta à ação da tropa de choque, as assembléias de curso e de unidade na USP foram decidindo, uma a uma, entrar em greve: História, Geografia, Ciências Sociais, Filosofia, Letras, Escola de Comunicação e Artes, Audiovisual, Artes Cênicas, Artes Plásticas. A elas se soma ainda a Faculdade de Educação, que já estava parada desde a semana passada.
Nas demais universidades estaduais, a ação da PM na USP teve a mesma repercussão: o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp se somou à Educação e parou, e na Unesp também cresce a mobilização, com o campus de Marília inteiro parado e as salas de aula ocupadas.
Atos e paralisações estão sendo programados em todo o estado, e o fantasma de maio volta a assombrar a burocracia universitária e o governo Serra.
Acirramento da crise no Brasil
Como em 2007 com a ocupação da Reitoria da USP, inicia-se um levante estudantil apesar das direções tradicionais do movimento estudantil e mesmo contra essas direções, que tentam bloquear o ascenso. A revolta dos estudantes é, como em 2007, mais um anúncio do acirramento da crise da dominação burguesa no Brasil.
Há um descontentamento generalizado represado na garganta da juventude e da classe trabalhadora brasileiras. Desde 2005 se assistiu à corrupção total do governo vir a público e passar em branco, mostrando a cumplicidade absoluta de todos os partidos burgueses existentes e a passividade total da chamada “esquerda”. Agora a crise econômica avança com demissões, desemprego e rebaixamento de salários. Nas escolas e universidades as condições de ensino são há anos destruídas pelo capital, e recentemente a repressão aos estudantes aumenta e aumenta.
Para conter a revolta, o grande capital e seus aliados corruptos —políticos e burocratas de todo tipo— recorrem cada vez mais a medidas abertamente autoritárias e repressivas como o pelotão de choque.
Como podem responder os trabalhadores e a juventude? Somente com a luta, somente com os piquetes, somente com ocupações, somente com barricadas, somente tomando as ruas!
RELATO DE UM DOCENTE - USP 09/06
link: CACOFF
Caras e Caros,
Envio este e-mail dada a grave situação em qual a USP se encontra.
Encaminho links para fotos e vídeos do que ocorreu hoje, e um relato de um dos professores da minha unidade sobre o ocorrido.
O calendário da greve deliberou hoje a noite em assembléia:
- Realizar um ato amanhã(10/06 - quarta) às 12 horas em frente à reitoria para seguir em protesto até a paulista;
- Realizar uma assembléia geral de estudantes na segunda-feira, 18h, em frente à reitoria.
É de fundamental importância a presença de todos amanhã em frente a reitoria. Utilizo-me da chamada de um amiga:
"Quem estava na USP hoje sabe que o que aconteceu foi dramática, lamentável e completamente inaceitável. Precisamos estar presentes amanhã e discutir como responder a essa situação absurda."
Até amanhã,
Beijos,
Raquel.
Fotos:
http://www.midiaind ependente. org/pt/blue/ 2009/06/448641. shtml
http://www.midiaind ependente. org/pt/blue/ 2009/06/448626. shtml
http://www.midiaind ependente. org/pt/blue/ 2009/06/448656. shtml
Vídeos:
http://www.youtube. com/watch? v=xwL-b6LUOb4
http://www.youtube. com/watch? v=sIVLuuag9G0
http://www.youtube. com/watch? v=YNAzxgGtGpA
http://www.youtube. com/watch? v=deUf8An9Q1o
Matérias:
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ educacao/ ult305u579010. shtml
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ educacao/ ult305u578886. shtml
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ educacao/ ult305u578870. shtml
Relato Professor:
Caros,
Abaixo segue o relato que escrevi para a lista dos doutores para a qual
envio relatos do Co.
Pablo
Prezados colegas,
Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e,
com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.
Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os
policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.
Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de
grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas).
Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro
de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma
pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando. Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões
se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três
professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar
e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa
de que haveria mais presos.
A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em
reunião na última sexta-feira) , autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.
Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.
Cordialmente,
Prof. Dr. Pablo Ortellado
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo
Fora PM da USP! Não a criminalização dos movimentos sociais!
Ao menos um estudante foi ferido por bomba de efeito moral e outros três sindicalistas foram detidos.
Maiores detalhes em http://dceocupado.blogspot.com
domingo, 7 de junho de 2009
Assuntos da última Assembléia: Repressão em todas as suas formas - Parte I
Mas não é só através de sindicâncias que se constrói a política do medo. Nos "espaços de decisão (deliberação)" da Universidade também a uma política de restringir o poder de voz e de voto dos estudantes e dos funcionários através da proporcionalidade de 70% de peso para os votos dos professores e 15% de peso para os votos tanto de estudantes, quanto de funcionários. O que isso significa?
Significa que na eleição para Reitor, Diretor, Chefe de Departamento, Coordenador de Curso e outros postos a quantidade de votos dos professores (minoria) é multiplicada por 0,7, enquanto os votos dos estudantes e dos funcionários são multiplicados por 0,15. É isso que muitos professores, se não quase todos, dizem que é Democracia na Universidade Pública. Essa proporcionalidade também faz com que o número de representantes de cada categoria seja restrito dentro dos órgãos de decisão das universidades (os órgãos colegiados). Por exemplo na Congregação da Faculdade de Ciências que possuí 28 membros, mas desses 28, 22 são professores e apenas 6 são estudantes e funcionários (3 representantes para cada categoria). Essas são as formas de repressão administrativa, que também são uma forma de repressão.
Será que é isso que nós estudantes queremos, que o nosso poder de voz, de voto e de se manifestar seja restrito como se fomos pessoas inferiores? E os servidores também devem ser tratados assim, como pessoas inferiores? Certamente que não, porque nenhuma pessoa tem mais valor que outra por causa de um cargo!
sábado, 6 de junho de 2009
Assuntos da última Assembléia: Formatos de Assembléia
Primeiro tentou-se reservar um anfiteatro, mas estavam todos ocupados na quinta a noite. Precisaria-se duma sala de aula para realizar a Assembléia, mas na Assembléia de terça foi muito discutida a sala 54 que é um espaço dos estudantes, reivindicado anteriormente para exposição de trabalhos artísticos dos estudantes da FAAC, mas é também um espaço livre que possuí um estatuto próprio e uma organização própria dos estudantes.
Por conta disso decidiu-se fazer a nova Assembléia lá.
Começada a reunião o primeiro ponto a se tocar foi o da sala e da organização da reunião. Como o espaço era pequeno e não era um auditório as pessoas presentes no início fizeram uma roda de discussão. Não havia mesa nem plenária, apenas a roda de discussão onde todos podiam se colocar e falar em igualdade.
Não havia ordem de falas, ñ havia um relator único, apenas a discussão pura e simples, o que torneu essa Assembléia, na opnião de muitos que estavam lá talvez todos, uma das melhores já realizadas este ano, graças a sua horizontalidade, graças a riqueza da discussão que ocorreu e graças aos encaminhamentos tomados. Encaminhamentos no sentido de ampliar a comunicação entre os estudantes e ampliar as mobilizações e as discussões políticas no campus como um todo.
Agora o movimento estudantil de Bauru vai retomar o uso de um dos seus princípais espaços, a sala 54, na qual ocorrerá terça-feira agora, dia 09/06, as 18h a primeira reunião para encaminhamento do site e do boletim do movimento. Todos podem comparecer, opinar e participar desta reunião e da construção desses mecânismos de comunicação e de luta!
Vamos ocupar os espaços dos estudantes, ampliar as lutas não só é uma idéia, como uma necessidade!!!
Usp sitiada! Greve de funcionários, professores e estudantes!
http://www.dceocupado.blogspot.com/
http://www.uspemgreve2009.blogspot.com/
Reunião dos professores da Unesp Bauru nessa próxima semana que se inicia.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Assembléia na 54
Nessa Assembléia compareceram em torno de 40 estudantes, que discutiram sobre:
-formatos de assembléia;
-repressão em todas as suas formas seja sindicância, seja falta de permanência estudantil, seja na sala de aula, ou na ameaça de extinguir a Bateria do campus, havendo um enfoque na repressão nas salas de aula, a repressão cotidiana, institucional;
-construção ou reconstrução dos Centros Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos de Bauru;
-ampliação da comunicação e divulgação das informações e atividades do movimento estudantil;
-Criação de um website e um boletim quinzenal, ou semanal, que seja livre e feito por todos os estudantes do campus de Bauru. Terça-feira, dia 09/06, as 18h na sala 54, será realizada uma reunião aberta para se discutir sobre a elaboração do site e do boletim e a formação de uma comissão/núcleo aberta(o) de comunicação, no qual qualquer estudante pode opinar, participar, construir um movimento estudantil realmente forte e amplo.
Compareça na sala 54, dia 09/06, às 18H para discutir e pensar, junto com outros estudantes, o boletim e o site, ferramentas de informação, divulgação e denúncia de todos os estudantes do campus de Bauru!!!
Vamos construir a comissão de comunicação, ampliar as lutas não só é uma idéia, como necessário!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Greve dos Funcionários
Sexta-feira - Assembléia as 9h no prédio das graduações da FC e FAAC;
- venda de espetinhos na hora do almoço no bosque;
Terça-feira - Ato unificado na reitoria da USP.
Na Assembléia Geral dos Estudantes de Bauru de 02/06 (ontem) foi decidido que os estudantes de Bauru apoiam a greve dos funcionários da UNESP e vão encaminhar uma moção de apoio a eles.
Sobre a greve da USP e a entrada da PM na cidade universitária o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) emitiu a seguinte resposta:
Comunicado dos Funcionários da USP |
Nós, funcionários da Universidade de São Paulo, reunidos em Assembleia em frente à Reitoria (1/6), invadida pela Tropa de Choque, deliberamos pela elaboração desse documento de esclarecimento à comunidade uspiana e à sociedade, exercendo nosso direito de resposta conferido pela Constituição Federal (art. 5, inc. V da Constituição Federal).
Até a presente data, houve apenas uma reunião entre o Cruesp e Fórum das Seis, sendo que a proposta do Cruesp foi rejeitada por todas as categorias, que compõem o Fórum, por não atender minimamente às reivindicações do conjunto dos funcionários, professores e estudantes da USP, Unesp, Unicamp e Centro Paula Souza. A segunda rodada de negociação, marcada para 25/05, foi frustrada pela intransigência da Presidente do Cruesp, Reitora Suely Vilela, ao impedir mais uma vez a entrada do dirigente sindical Claudionor Brandão e das entidades nacionais Andes (Sindicato Nacional dos Docentes) e Fasubra (Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras) e limitar a participação da representação estudantil a apenas um membro, quando, na realidade, teriam direito a dois representantes por entidade estudantil, numa ação de deslegitimar as organizações sindicais e estudantis, legalmente constituídas. A iniciativa de reuniões com a reitoria para discussão de temas referentes às reivindicações específicas de funcionários sempre partiu do Sintusp. Em relação ao processo de implementação do benefício Auxílio Educação Especial, essa iniciativa também partiu dos funcionários, não se tratando de mera concessão da universidade de excelência. Quanto à afirmação da reitoria de que “não pode se omitir diante de ações violentas” entendemos que violência é a invasão da Tropa de Choque ao espaço público universitário, Diante desse quadro, a reitoria demonstra a sua irresponsabilidade na ausência de diálogo com os diversos segmentos da universidade, que se colocam na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. A assembleia dos funcionários da USP aprovou a continuidade da greve e a realização de um Ato Unificado (funcionários, estudantes e professores), amanhã (2/6), em frente à reitoria, às 11 horas reivindicando: • Retirada da Força Policial do campus universitário;
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Assembleia Geral dos Funcionários da USP, em 1º de junho de 2009 |
Os estudantes de Bauru devem se mobilizar contra qualquer ato antidemocrático e a invasão da PM na USP é um desses atos!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
PM na USP!!!
Tentam enfraquecer a greve dos funcionários, sendo que a greve é um direito garantido por lei! Polícia é pra ladrão, não para trabalhadores que reivindicam seus direitos!
Não à criminalizaçao dos movimentos sociais!
Fotos da Usp, hoje pela manhã, com a PM ocupando a entrada da Reitoria:
http://dceocupado.blogspot.com/2009/06/choque-na-usp-impede-piquete-de.html?showComment=1243866898468#c9063644775503126974
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1177869-5604,00-FORCA+TATICA+DA+PM+VAI+A+CAMPUS+DA+USP.html